• Os elementos – Uma exploração visual dos átomos conhecidos no Universo

    livro de theodore gray em portugues
    A Editora Edgard Blucher acaba de lançar a tradução para o português do excelente livro de Theodore Gray: “Os elementos – Uma exploração visual dos átomos conhecidos no Universo”.

    O foco da obra está em apresentar os elementos químicos de uma forma visual, resultando em imagens de tirar o fôlego.

    Para atiçar a vontade em ter o livro a editora deixou disponível algumas páginas da obra, que podem ser visualizadas por meio do aplicativo logo abaixo.

    Além das imagens, os elementos são acompanhados de informações sobre sua história, usos, curiosidades e dados físico-químicos.

    Veja também o aplicativo para iPad (em inglês).

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  • Vida longa ao bismuto

    isotopo 209
    Elementos podem ter isótopos com diferentes graus de estabilidade, desde aqueles com meia-vida extremamente curta até tempos de meia-vida absurdamente longos.

    O recorde de longevidade para um decaimento alfa, com medida confirmada, fica com o isótopo que ocorre naturalmente – o bismuto-209. Com a marca de 1,9 x 10^19 anos (ou seja, 19 000 000 000 000 000 000 anos; 19 quintilhões de anos). Para se ter uma ideia, vale lembrar que a idade do Universo é estimada em 13,7 bilhões de anos.

    O que ocorre neste caso é uma passagem do bismuto-209 para o tálio-205, com a emissão de partículas alfas, compostas de dois prótons e dois nêutrons.

    decaimento alfa

    As medidas que confirmaram estes valores de meia-vida foram realizadas por pesquisadores franceses, com participação de Noel Coron e colegas do Institut d’Astrophysique Spatiale, localizado em Orsay.

    O equipamento utilizado foi um bolômetro cintilador que detectava a emissão de particula alfa, atuando por meio de uma medida simultânea de luz e pulso de calor, que eventualmente venham a ser geradas pela interação de alguma partícula com o cristal cintilador presente dentro do aparelho.

    O equipamento usado pela equipe em Orsay era composto por dois detectores, ambos encapsulados em uma cavidade refletora e resfriada até 20 milikelvins. O primeiro detector que continha bismuto-209, germânio e oxigênio apresentava uma leve elevação de temperatura na ocasião de uma absorção de partícula alfa. Tal variação de temperatura era medida por um pulso de tensão proporcional à energia liberada. O segundo detector, feito com um fino disco de germânio, registrava os flashes de luz decorrente das emissões alfa.

    A técnica inicialmente fora idealizada para pesquisas envolvendo matéria escura. A percepção da emissão alfa do bismuto ocorreu durante checagens de rotina no bolômetro para verificar a existência de alguma contaminação. Um decaimento alfa não esperado naquela situação, e não presente em nenhuma tabela de referência, chamou a atenção da equipe. Investigada a origem constatou-se que o sinal decorria do próprio bolômetro que continha o bismuto em sua composição.

    É preciso lembrar que apesar do tempo de meia-vida ser absurdamente longo, não é necessário esperar uma eternidade para verificar a emissão. Pois mesmo uma pequena quantidade de bismuto-209 possui uma considerável quantidade de átomos, e eventualmente algum deles decairá emitindo o sinal.

    Fontes:
    Experimental detection of alpha-particles from the radioactive decay of natural bismuth
    Nature 422, 876-878 (24 April 2003)

    http://dx.doi.org/10.1038/nature01541

    http://physicsworld.com/cws/article/news/17319
    http://findarticles.com/p/articles/mi_m1200/is_18_163/ai_101941095/

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  • Tabela periódica com estilo

    O usuário do Reddit, avi8ter18, resolveu criar uma tabela com um visual que lembra coisas antigas.

    Para isto ele utilizou uma fonte com uma estética que mistura letra cursiva e as antigas máquinas de escrever.

    visual antiquado

    Lembre que esta tabela tem apenas uma finalidade estética, e que os dados não foram exaustivamente conferidos.

    Se desejar imprimir, existe uma versão em formato TIFF e outra em PDF.

    avi8ter18 avisou que o material foi liberado por ele em licença Creative Commons. Agradecemos a gentileza por permitir o uso das imagens.

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  • Cobre em conserva

    destaque de uma conserva
    O desejo de obter conservas de vegetais com uma agradável cor esverdeada, levava aos fabricantes do produto e donas de casa recorrerem a técnicas nada saudáveis.

    No ano de 1852 o jornal londrino de medicina – The London Lancetlançava um alerta sobre a presença de elevadas quantidades de cobre em conservas.

    A origem da contaminação por cobre poderia ser da inocente e perigosa dica de um popular livros de receitas da época, que sugeria o uso de uma pequena moeda de cobre durante o cozimento ou então o descanso do produto durante algumas horas em um recipiente de bronze ou latão (ligas que contém cobre). Como também a contaminação poderia ser intencional, com a adição sais de cobre ou cozimento em recipientes deste metal para obter a desejada cor esverdeada nos vegetais em conserva.

    Referências da época indicam que os testes para detectar cobre na conserva poderiam utilizar amônia, que revelaria pela cor azulada da solução a presença do cobre em quantidades não adequadas para o consumo; ou então em casos extremos o teste poderia ser feito até com uma agulha metálica (ferro) imersa na conserva, que após algumas horas ficaria recoberta com uma camada de aparência acobreada. Tal camada ocorreria pela redução dos íons cobre presente em solução e consequente depósito do metal sobre a superfície da agulha.

    Atualmente a contaminação por cobre nos alimentos ainda é motivo de preocupação, mas os níveis são bem menores e as técnicas de detecção muito mais sensíveis.

    Fontes:
    A Treatise on Adulterations of Food and Culinary Poisons
    Fredrick Accum
    Salt: a world history
    Mark Kurlansky

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  • O som do hidrogênio

    ilustracao em video educativo
    Utilizando o espectro atômico do hidrogênio, o animador e físico Henry Reich, utilizou uma técnica semelhante ao visto na ´Orquestra radioativa´, para transformar as informações em sons.

    Confira no vídeo abaixo como ficou o ´som do hidrogênio´.
    Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

    É bom lembrar que este não é um som verdadeiro; não é algo que você vai ouvir do hidrogênio. É apenas um som feito com dados numéricos retirados das informações do espectro atômico do átomo.

    Veja como o Henry criou o efeito.

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