Química do seabórgio

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Nem todos os elementos químicos presentes na tabela periódica possuem uma utilidade prática imediata. Vários elementos, principalmente aqueles com um elevado número atômico, são instáveis demais para que seja possível (atualmente) acumular uma quantidade significativa do material para que possa ser utilizado em algum produto.

A falta de uma ‘utilidade prática imediata’ não significa que sejam inúteis para a ciência. Por exemplo, o Professor Steve Liddle explica como o seabórgio precisa ser sintetizado e preparado muito rapidamente para a realização de análises e experimentos específicos. E feito isso o seabórgio tem importância experimental na confirmação de teorias já existentes para outros elementos químicos. Então é possível verificar se ele tem propriedades semelhantes ao cromo, molibdênio e tungstênio; que também estão no grupo 6 na tabela periódica.

O seabórgio que o Professor Steve Liddle sintetizou foi feito utilizando o elemento cúrio, cujo número atômico é 96, e um tanto de neônio, de número atômico igual a 10, resultando no número atômico 106 – que é o seabórgio.

O seabórgio gerado sinteticamente foi então rapidamente reagido com monóxido de carbono para se obter um composto volátil. Esta volatilidade facilita a posterior análise em um aparelho detector que determina as suas propriedades. E o esperado é que sejam muito similares às carbonilas feitas com cromo, molibdênio ou tungstênio.

Veja no vídeo abaixo mais detalhes e uma demonstração da sublimação do hexacarbonila de cromo.

Vídeo com legendas em português. Ative as legendas no botão CC que aparecerá no vídeo.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.


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