• Cofre com toneladas de ouro

    visita as reservas de ouro da inglaterra
    A reação do químico e Professor Martyn ao ver uma gigantesca reserva de ouro em um cofre: “… acho que é um pouco frustrante ver estas barras, porque o ouro é um elemento interessante. Tem uma química interessante. E estão aqui paradas, sem fazer nada! É muito impressionante! Mas é um pouco triste, como um mausoléu, onde o ouro morto está parado, esperando as pessoas lembrarem dele. Poderia estar realizando reações interessantes.”

    Realmente os químicos tem uma visão um pouco diferente da utilidade de toneladas de ouro! :-)

    A visita de Martyn foi aos cofres que guardam as reservas de ouro do Banco da Inglaterra. Algo em torno de 310 toneladas de ouro (ou 658 bilhões de reais), mas sem muita certeza, por tratar-se de um local cheio de segredo e segurança.

    Porque um banco manteria tamanha quantidade de ouro guardado em cofres? Um dos motivos é a manutenção de parte das reservas monetárias do país na forma de estoques em ouro, outra origem é a guarda de ouro de pessoas que compraram uma certa quantidade do metal e desejam mantê-lo em local seguro.

    A reserva da Inglaterra é uma fração de todo o ouro que já foi minerado no mundo. Estima-se que se todo ouro fosse reunido em um único local, formaria um bloco de apenas 20 metros cúbicos (ou um pouco mais que isso).

    Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

    Calculo que meu peso em ouro vale atualmente em torno de 8,28 milhões de reais. (usando a cotação do dia, que está em 101 reais por grama do metal)

    Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

    Veja mais »
  • Ouro vindo do espaço

    Martyn visita uma mineração
    Na viagem para a Austrália o Professor Martyn Poliakoff visitou uma mina de ouro localizada na cidade de Bendigo.

    Durante o passeio Martyn aproveitou para comentar sobre um artigo que tenta explicar a origem da concentração localizada de alguns elementos na crosta terrestre, incluindo o ouro. E uma das proposições do artigo é que a origem destes elementos poderia ser devido à impactos de asteroides na crosta terrestre já consolidada.

    Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC que aparecerá no vídeo.

    Veja mais sobre o artigo comentado em:
    The tungsten isotopic composition of the Earth’s mantle before the terminal bombardment

    Texto escrito por

    Veja mais »
  • Um mar de ouro

    sol e mar em cores amareladas
    Existe ouro na água do mar, e também prata, magnésio, bromo, cobre, manganês, entre diversos outros elementos. Mas antes de iniciar uma corrida pelo ouro marinho é bom ser avisado que a concentração deste ouro na água é extremamente baixa, com uma média de 0,0000000098 gramas (9,8.10^ -9g) do metal para cada tonelada de água. O que já desanima os mais ansiosos pelo enriquecimento, pois as tentativas de extração teriam um custo maior do que o valor obtido pela venda do ouro.

    Não se desiste antes de tentar! Foi isto que aconteceu em meados do século XX, quando químicos pensaram que conseguiriam desenvolver um processo para garimpar ouro puro das intermináveis águas do oceano. Até mesmo o famoso químico alemão Fritz Haber, da Universidade de Berlin, abriu mão de anos de sua vida tentando encontrar uma maneira de extrair ouro das águas do mar. Esforço feito no intuito de pagar a divida de seu país, gerada durante a primeira guerra mundial.

    rosto do químico alemão

    Fritz Haber

    Os primeiros exploradores do ouro marinho só não contavam com a grande dificuldade que teriam para ter sucesso com essa extração, pois para conseguir um grama de ouro teriam que processar uma infindável quantidade de toneladas de água, isso levaria à gastos tão altos que nem mesmo o ouro que conseguiriam, seria capaz de cobrir os prejuizos.

    Talvez se pensassem que o volume aproximado de toda a água nos oceanos é de 1,35.10^21 litros, com cálculos poderíamos chegar ao valor de um total de 14.000 toneladas de ouro em todos os mares. Muito ouro, mas muito diluído.

    No entanto, contudo este fato não impediu que muitas pessoas passassem suas vidas tentando obter ouro, ou pelo roubo, transmutação de chumbo pela alquimia ou até mesmo extraí-lo da água do mar. Tudo sem sucesso.

    Mais informações em
    Gold in seawater
    Earth and Planetary Science Letters
    Volume 98 (2), Maio 1990, páginas 208-221

    Veja mais »
  • Ouro dos tolos – Primeiro de abril

    pirita Fes2 - original  da wikipedia
    A química também tem a sua participação no dia da mentira, com o clássico ´ouro de tolo (bobo)´, que na verdade é só tem uma aparência que pode ser confundida com ouro, pois é uma simples
    pirita de ferro (dissulfeto de ferro, FeS2) com apenas uma fração do valor do ouro.

    Veja no vídeo abaixo como é possível testar a diferença entre o ouro verdadeiro e a pirita, e ainda como o Prof. Peter License foi enganado pelas aparências.

    Vídeo com legendas em português. Para ativar clique em play e depois no botão CC.

    Veja mais »
  • Os elementos no Oscar

    imagem via wikipedia
    Agora que todos já estão sabendo os vencedores desta edição do Oscar, vamos ver algumas coisas interessantes sobre os elementos químicos presentes no prêmio.

    A estatueta teve o seu design original supervisionado por Cedric Gibbons, e forma esculpida por George Stanley, entregue aos vencedores desde a primeira cerimônia em 1929. Com uma altura de 34 centímetros e 13,3 centímetros de diâmetro, o objeto tem em torno de 3,85 kg. Mas nem todos estes quase 4 quilogramas são de ouro, e boa parte da sua estrutura é em liga chamada Britannia, composta de mistura de 93% de estanho, 5% antimônio e 2% de cobre.

    Inicialmente a liga Britannia é fundida e derramada dentro de um molde pré-esculpido. Após alguns minutos o material solidifica podendo ser retirado do molde para ter os excessos removidos e o corpo polido.

    A próxima etapa é uma galvanoplastia na qual ocorre a imersão em quatro diferentes soluções próprias para o processo. Primeiro é recoberta com cobre para uma proteção contra corrosão. Depois é imersa em uma solução contendo níquel para melhorar as qualidades adesivas da superfície. E então uma camada de prata completa a terceira fase de recobrimento, fornecendo uma base fina e brilhante para a etapa final. Que encerra com uma bela camada de ouro 24 quilates.

    A base na qual será montada possui um corpo em latão (liga em cobre e zinco) recoberto com uma camada de níquel preto, e decorada com uma plaqueta de identificação do prêmio.

    Assista um vídeo com a demonstração do procedimento, em
    http://www.youtube.com/watch?v=HNPPHBZjUXI

    .

    Veja mais »