ouro

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captura do vídeo do canal nerdologia
No último episódio do Nerdologia o Átila Iamarino conta sobre o desenvolvimento da nanotecnologia e em como isso é importante para diminuir nossa dependência de elementos químicos caros e/ou raros – como por exemplo, neodímio, disprósio, praseodímio, ítrio, térbio, antimônio, selênio, ouro e índio.

Que tal uma série de vídeos produzida pelo TabelaPeriódica.Org?! Quem sabe! 🙂

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sombra do anel tem forma de coração
Ouro e prata já são comuns em joias e em anéis de casamento. E quem conhece um pouco mais de joalheria, sabe que outros materiais já são preferidos por quem quer usar algo exclusivo.
O desafio proposto à equipe de químicos da Universidade de Nottingham, pelo Periodic Videos, é sugerir um metal realmente inusitado com o qual poderia ser feito um anel de casamento.
O Professor Martyn foi criativo e direto ao assunto, escolhendo uma liga magnética que ajudaria a manter a união do casal. E ponderou que um anel de ferro não serviria, pois iria enferrujar (apesar de já existirem anéis feitos com ferro).
Outros propuseram um anel feito de mercúrio, que talvez poderia vir encapsulado em vidro – apesar do perigo da ideia.
Ou então um anel feito com césio!
Veja o vídeo com as sugestões. Com legendas em português!

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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vários metais sobre uma mesa
O Professor Martyn Polliakof conseguiu fazer uma visita à divisão de beneficiamento de metais preciosos da empresa Johnson Matthey. O controle das visitas é feito de maneira criteriosa, para que ninguém tente roubar um pouco dos diversos metais preciosos com os quais a empresa trabalha. Até os sapatos são escovados para remover qualquer poeira metálica!
A Johnson Matthey é especializada em metais do grupo da platina, que incluem o ródio, irídio e o paládio.
Apesar de vários destes metais serem ditos nobres, ou seja, que são pouco reativos; tem grande utilidade na área da catálise de reações. O que ajuda na melhora do rendimento e otimização dos processos na indústria química.
O vídeo tem legendas em português!

Um bônus fica por conta da aparição de 10 quilos de ouro, que não fazem parte do grupo de platina, mas que também é muito utilizado como catalisador.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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visita as reservas de ouro da inglaterra
A reação do químico e Professor Martyn ao ver uma gigantesca reserva de ouro em um cofre: “… acho que é um pouco frustrante ver estas barras, porque o ouro é um elemento interessante. Tem uma química interessante. E estão aqui paradas, sem fazer nada! É muito impressionante! Mas é um pouco triste, como um mausoléu, onde o ouro morto está parado, esperando as pessoas lembrarem dele. Poderia estar realizando reações interessantes.”

Realmente os químicos tem uma visão um pouco diferente da utilidade de toneladas de ouro! 🙂

A visita de Martyn foi aos cofres que guardam as reservas de ouro do Banco da Inglaterra. Algo em torno de 310 toneladas de ouro (ou 658 bilhões de reais), mas sem muita certeza, por tratar-se de um local cheio de segredo e segurança.

Porque um banco manteria tamanha quantidade de ouro guardado em cofres? Um dos motivos é a manutenção de parte das reservas monetárias do país na forma de estoques em ouro, outra origem é a guarda de ouro de pessoas que compraram uma certa quantidade do metal e desejam mantê-lo em local seguro.

A reserva da Inglaterra é uma fração de todo o ouro que já foi minerado no mundo. Estima-se que se todo ouro fosse reunido em um único local, formaria um bloco de apenas 20 metros de aresta (ou algo próximo disto).

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Calculo que meu peso em ouro vale atualmente em torno de 8,28 milhões de reais. (usando a cotação do dia, que está em 101 reais por grama do metal)

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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Martyn visita uma mineração
Na viagem para a Austrália o Professor Martyn Poliakoff visitou uma mina de ouro localizada na cidade de Bendigo.

Durante o passeio Martyn aproveitou para comentar sobre um artigo que tenta explicar a origem da concentração localizada de alguns elementos na crosta terrestre, incluindo o ouro. E uma das proposições do artigo é que a origem destes elementos poderia ser devido à impactos de asteroides na crosta terrestre já consolidada.

Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC que aparecerá no vídeo.

Veja mais sobre o artigo comentado em:
The tungsten isotopic composition of the Earth’s mantle before the terminal bombardment

Texto escrito por

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sol e mar em cores amareladas
Existe ouro na água do mar, e também prata, magnésio, bromo, cobre, manganês, entre diversos outros elementos. Mas antes de iniciar uma corrida pelo ouro marinho é bom ser avisado que a concentração deste ouro na água é extremamente baixa, com uma média de 0,0000000098 gramas (9,8.10^ -9g) do metal para cada tonelada de água. O que já desanima os mais ansiosos pelo enriquecimento, pois as tentativas de extração teriam um custo maior do que o valor obtido pela venda do ouro.

Não se desiste antes de tentar! Foi isto que aconteceu em meados do século XX, quando químicos pensaram que conseguiriam desenvolver um processo para garimpar ouro puro das intermináveis águas do oceano. Até mesmo o famoso químico alemão Fritz Haber, da Universidade de Berlin, abriu mão de anos de sua vida tentando encontrar uma maneira de extrair ouro das águas do mar. Esforço feito no intuito de pagar a divida de seu país, gerada durante a primeira guerra mundial.

rosto do químico alemão

Fritz Haber

Os primeiros exploradores do ouro marinho só não contavam com a grande dificuldade que teriam para ter sucesso com essa extração, pois para conseguir um grama de ouro teriam que processar uma infindável quantidade de toneladas de água, isso levaria à gastos tão altos que nem mesmo o ouro que conseguiriam, seria capaz de cobrir os prejuizos.

Talvez se pensassem que o volume aproximado de toda a água nos oceanos é de 1,35.10^21 litros, com cálculos poderíamos chegar ao valor de um total de 14.000 toneladas de ouro em todos os mares. Muito ouro, mas muito diluído.

No entanto, contudo este fato não impediu que muitas pessoas passassem suas vidas tentando obter ouro, ou pelo roubo, transmutação de chumbo pela alquimia ou até mesmo extraí-lo da água do mar. Tudo sem sucesso.

Mais informações em
Gold in seawater
Earth and Planetary Science Letters
Volume 98 (2), Maio 1990, páginas 208-221