história

A história e as descobertas dos elementos químicos da tabela periódica. Desde a alquimia até Mendeleev. Com vídeos, imagens e textos.

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Na União Soviética, em 29 de setembro de 1957, o governo iniciou uma evacuação de emergência para remoção população próxima ao centro de desenvolvimento de armas nucleares, de Mayak, após a explosão de um sistema de armazenamento de aproximadamente 80 toneladas de resíduos radioativos. Na ‘Escala Internacional de Acidentes Nucleares’ que vai de 0 (pouco grave) a 7 (grave), o acidente, conhecido como ‘Acidente de Kyshtym’, foi classificado como sendo de nível 6!

Além do acidente ocorrido no armazenamento de material radioativo a região já vinha sendo gradativamente contaminada, com constantes despejos em água de resíduos altamente radioativos de plutônio, atingindo na região o rio Techa e os lagos Kyzyltash, Irtyash e Karachay.

O grau de comprometimento do antigo Lago Karachay pode ser tão elevado que se compararia à impressionante radioatividade liberada no acidente em Chernobyl. Sendo que alguns o apelidaram de ‘o local mais poluído na Terra!’.

Pelo sistema ‘máquina do tempo’ do Google Maps, que permite ver como uma região mudou ao longos dos anos, é possível perceber que nos últimos anos alguma atividade (de limpeza?) parece estar acontecendo no local – Veja a animação pelo link https://earthengine.google.com/timelapse#v=55.67563,60.77498,11.487,latLng&t=0.5&ps=50&bt=19840101&et=20181231&startDwell=0&endDwell=0

Mapa da região onde ficam os lagos.

Na época a agência americana CIA ficou sabendo do acidente mas não divulgou nada com receio que a informação pudesse causar medo na população americana em relação aos projetos de pequisa nuclear que já estavam em desenvolvimento nos Estados Unidos.

O canal Kento Bento conta em detalhes esta impressionante história – veja no vídeo abaixo.

Vídeo com legenda em português.

Você pode conhecer um pouco mais sobre as antigas instalações secretas da cidade de Ozyorsk, na União Soviética no documentário ‘City 40‘ (atualmente disponível pelo Netflix Brasil). E ficará surpreso ao saber que muitas pessoas ainda vivem naquela região!

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Licenciatura em Química.

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Marie Curie

Maxim Thoisoi introduz o vídeo sobre o elemento químico rádio contando um pouco sobre a história da excepcional pesquisadora Marie Curie; ressaltando em como ela foi fundamental na pesquisa com o material – e do papel da participação de Pierre Curie nos experimentos que envolviam a piezoeletricidade.

Marie e Pierre trabalharam arduamente na purificação de toneladas de minérios que continham elementos radioativos para realizar experimentos cada vez mais precisos. Infelizmente esta longa exposição à radioatividade causou graves problemas de saúde em Marie Curie, falecendo por causa da leucemia aos 66 anos de idade. Na época ninguém sabia com precisão os perigos da exposição à radioatividade. E mesmo atualmente alguns dos objetos usados por ela apresentam elevados índices de radiação (alfa, beta e gama).

Thoisoi costuma fazer experimentos de demonstrações das propriedades químicas do elemento abordado, o que não foi possível neste vídeo dada a periculosidade do rádio.

Vídeo com legenda em português.

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com). Universidade Federal do Pampa – Química ‘Licenciatura’.

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VIa SenseiAlan no Flickr.
Antigo anúncio de uma tinta branca contendo chumbo.

O apresentador do canal Chubbyemu – professor de medicina na Universidade de Illinois (EUA) – relata o interessante caso de uma criança de 4 anos de idade que ingeriu uma perigosa quantidade de tinta de um brinquedo antigo que continha chumbo em sua composição.

Chubbyemu descreve com detalhes a presença e efeitos do chumbo no cérebro, rins, sangue e ossos; e em como os sintomas surgem conforme aumentam os níveis tóxicos do chumbo no organismo. Além de ressaltar que exposições na infância podem ter um longo impacto na vida do paciente.

Alertamos que não é necessário pânico em relação à tinta nos brinquedos vendidos atualmente – e que possuem selo de qualidade – pois a legislação proíbe a presença de chumbo na composição. Mas ainda resta a cautela com brinquedos antigos, tintas velhas e materiais com procedência duvidosa.

Vídeo com legenda em português (Brasil).

No Brasil a ANVISA estabelece um limite máximo de 0,05 mg de chumbo por quilograma de suco ou néctares de frutas (RESOLUÇÃO – RDC Nº 42, DE 29 DE AGOSTO DE 2013). E aparentemente não temos recomendações de limites de consumo de sucos de frutas no Brasil.

Atenção! Não utilize este texto ou vídeo como uma fonte de informações de avaliação final de sintomas! Procure um médico!

Aos que estão interessados em mais informações e referências indico ler a descrição do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=5qHxEjINCAg no qual Chubbyemu fez uma coleção de artigos sobre o tema.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ). Universidade Federal do Pampa (Bagé) – Licenciatura em Química.

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símbolo material venenoso

Automumificação! O que é isso?! São procedimentos e comportamentos nos quais a própria pessoa prepararia o seu corpo em vida para se tornar uma múmia após a morte.

Como o arsênio entra nesta história? O arsênio é um elemento químico que costuma formar diversas substâncias tóxicas, e em humanos não tem importância biológica evidente – apesar de aparentemente ter alguma utilidade em metabolismo de aves e alguns mamíferos. Acima de uma certa quantidade o arsênio começa a ser tóxico até mesmo para os micro(organismos) que participam do processo de decomposição do corpo após a morte. Então um organismo repleto de arsênio tem uma maior chance de gerar uma múmia.

Arqueólogos atribuem ao arsênio a eficiência de mumificação em múmias de Chinchorro, no Chile; na Catacumba dos Capuchinhos de Palermo, Itália; e nas práticas de automumificação no Japão.

No vídeo abaixo Evan Hadfield, do canal Rare Earth, visitou o Japão e conta um pouco mais sobre este curioso ritual e suas raízes históricas. Ressaltando que em um dos casos o praticante viveu por meses em uma dieta restrita de sementes e pequenos frutos, para aos poucos emagrecer até o limite; então passando a comer cascas e caruma (agulha de pinheiro). E mesmo com toda dedicação ele falhou em tornar-se múmia. Os seguidores da técnica adicionaram então passos ainda mais extremos, como beber a água de um lago contaminado com arsênio e um chá com laca ou verniz!

Vídeo com legenda em português. Ative a exibição da legenda pelo YouTube.

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa (Bagé) – Licenciatura em Química.

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Quando um elemento químico é descoberto, ou sintetizado, ocorre todo um processo de escolha do nome; com sugestões e debates sobre a viabilidade e adequação das propostas sugeridas.

Atualmente toda esta discussão é centralizada e controlada pela ‘União Internacional de Química Pura e Aplicada’ (International Union of Pure and Applied Chemistry, IUPAC).

No século 18 o químico francês Louis Nicolas Vauquelin estudava as diferenças existentes entre os minérios berilo e esmeralda. E então percebeu que a discrepância entre as duas gemas era a presença de crômio na esmeralda – e também que ambas continham semelhanças dando pistas de algo importante.

Vauquelin anunciou suas descobertas em 15 de fevereiro de 1798 na Academia de Ciências de Paris. E por uma sugestão do editor do periódico ‘Annales de Chimie et de Physique‘ tal substância presente em ambas gemas – na verdade um óxido de berílio – poderia ter o nome de ‘glucina’ por causa do característico sabor doce. Isso em referência à palavra grega γλυκυς (glukús) que significa ‘doce’.

Após alguma relutância e pressão dos colegas, o químico Vauquelin aceitou a proposta de batismo como ‘glucina’, incluindo a abreviação ‘Gl’ para o novo elemento.

O químico alemão Martin Heinrich Klaproth foi um dos críticos ao nome por perceber que a semelhança sonora com o já conhecido aminoácido glicina. Outros cientistas também ressaltaram que sais de ítrio também tinham sabor doce. E agora Vauquelin estava sob críticas de um nome que nem fora sua ideia.

Em junho de 1808 Sir Humphry Davy veio com a proposta de uso do termo ‘glucium’, mais tarde novamente modificado para ‘glucinium’ por ser mais sonoro. Martin Klaproth novamente alegou que a melhor opção seria usar ‘beryllia’ para batizar o óxido deste novo elemento químico. Esta proposta estava sustentada no nome do mineral de origem, o berilo.

Então finalmente o martelo foi batido em setembro de 1949 pela Comissão de Nomenclatura Inorgânica na 15º conferência da IUPAC; decretando oficialmente que o nome do elemento deveria ser berílio. Com alguma relutância da literatura francesa que por alguns anos continuou usando o termo ‘glucinium’.

Fonte: Fontani, Marco, Mariagrazia Costa, and Mary Virginia Orna. The Lost Elements: The Periodic Table’s Shadow Side. OUP USA, 2015.

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estojo contendo a medalha comemorativa

O Professor Martyn Poliakoff foi na Royal Society of Chemistry, em Londres, para conhecer uma medalha muito especial, usada pelo presidente da entidade somente em ocasiões especiais.

Na medalha temos a imagem do químico Joseph Priestley no centro de um hexágono, que representa um anel benzênico, envolta em um círculo de ouro. Cada um dos pequenos segmentos que vemos na medalha é feito de um metal diferente: platina, níquel, titânio, irídio, nióbio, tungstênio, paládio, molibdênio, tântalo, ródio, zircônio e cobalto.

Martyn comenta sobre a história e propriedades de cada um dos metais, observando que vários dos que estão na medalha tem uma aparência prateada, o que é muito comum entre os elementos metálicos da tabela periódica – como pode ser visto neste texto https://www.tabelaperiodica.org/as-cores-dos-elementos-quimicos-da-tabela-periodica/.

Vídeo com legenda em português. Veja aqui como ativar a exibição.

A medalha tem também uma faixa de tecido colorida com o primeiro corante sintético obtido da história – a mauveína. Sendo um dos principais impulsionadores do desenvolvimento de toda indústria química.

Atualmente (fev. 2019) a Royal Society of Chemistry é presidida pela química britânica Carol V. Robinson.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís R. Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa – Campus Bagé – Licenciatura em química.

Veja também

– Olimpiceno – Química nas Olimpíadas