Uma seleção ampla de diversos textos, vídeos e informações relacionadas com a química e a tabela. Se você quer variedade, aqui é o seu lugar!

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Atualizações em 2019: O que mudou? Atualizamos o peso atômico do elemento químico argônio e reformulamos a exibição de alguns dados para aproximar da versão oficial da IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry). As informações estão em português do Brasil.

Versão com peso atômicos simplificados [indicada para estudantes].

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VIa SenseiAlan no Flickr.
Antigo anúncio de uma tinta branca contendo chumbo.

O apresentador do canal Chubbyemu – professor de medicina na Universidade de Illinois (EUA) – relata o interessante caso de uma criança de 4 anos de idade que ingeriu uma perigosa quantidade de tinta de um brinquedo antigo que continha chumbo em sua composição.

Chubbyemu descreve com detalhes a presença e efeitos do chumbo no cérebro, rins, sangue e ossos; e em como os sintomas surgem conforme aumentam os níveis tóxicos do chumbo no organismo. Além de ressaltar que exposições na infância podem ter um longo impacto na vida do paciente.

Alertamos que não é necessário pânico em relação à tinta nos brinquedos vendidos atualmente – e que possuem selo de qualidade – pois a legislação proíbe a presença de chumbo na composição. Mas ainda resta a cautela com brinquedos antigos, tintas velhas e materiais com procedência duvidosa.

Vídeo com legenda em português (Brasil).

No Brasil a ANVISA estabelece um limite máximo de 0,05 mg de chumbo por quilograma de suco ou néctares de frutas (RESOLUÇÃO – RDC Nº 42, DE 29 DE AGOSTO DE 2013). E aparentemente não temos recomendações de limites de consumo de sucos de frutas no Brasil.

Atenção! Não utilize este texto ou vídeo como uma fonte de informações de avaliação final de sintomas! Procure um médico!

Aos que estão interessados em mais informações e referências indico ler a descrição do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=5qHxEjINCAg no qual Chubbyemu fez uma coleção de artigos sobre o tema.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ). Universidade Federal do Pampa (Bagé) – Licenciatura em Química.

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símbolo material venenoso

Automumificação! O que é isso?! São procedimentos e comportamentos nos quais a própria pessoa prepararia o seu corpo em vida para se tornar uma múmia após a morte.

Como o arsênio entra nesta história? O arsênio é um elemento químico que costuma formar diversas substâncias tóxicas, e em humanos não tem importância biológica evidente – apesar de aparentemente ter alguma utilidade em metabolismo de aves e alguns mamíferos. Acima de uma certa quantidade o arsênio começa a ser tóxico até mesmo para os micro(organismos) que participam do processo de decomposição do corpo após a morte. Então um organismo repleto de arsênio tem uma maior chance de gerar uma múmia.

Arqueólogos atribuem ao arsênio a eficiência de mumificação em múmias de Chinchorro, no Chile; na Catacumba dos Capuchinhos de Palermo, Itália; e nas práticas de automumificação no Japão.

No vídeo abaixo Evan Hadfield, do canal Rare Earth, visitou o Japão e conta um pouco mais sobre este curioso ritual e suas raízes históricas. Ressaltando que em um dos casos o praticante viveu por meses em uma dieta restrita de sementes e pequenos frutos, para aos poucos emagrecer até o limite; então passando a comer cascas e caruma (agulha de pinheiro). E mesmo com toda dedicação ele falhou em tornar-se múmia. Os seguidores da técnica adicionaram então passos ainda mais extremos, como beber a água de um lago contaminado com arsênio e um chá com laca ou verniz!

Vídeo com legenda em português. Ative a exibição da legenda pelo YouTube.

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ) – Universidade Federal do Pampa (Bagé) – Licenciatura em Química.

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passagem de corrente elétrica por um filamento de tântalo metálico

O tântalo é um metal relativamente raro, e por isso um quilograma pode custar algo em torno de 150 dólares!

No Brasil existem reservas de minerais contendo tântalo; mas muitas minerações ativas estão localizadas na África – inclusive em áreas com conflitos e guerras, sendo usado como fonte de renda para sustentar essas atividades.

O canal Thoisoi2 demonstra as propriedades e reatividade do elemento, atestando que o tântalo não reage facilmente com ácido clorídrico diluído, e que uma agressiva mistura de ácido nítrico e ácido fluorídrico possibilita a formação de um complexo de tântalo.

Em um teste simples com um maçarico, o pó do tântalo metálico incendeia com formação de óxido (Ta2O5). E no vídeo abaixo é possível ver que álcalis fundidos reagem com tântalo metálico resultando em tantalatos (Na3TaO4).

A particularidade de se conseguir fabricar capacitores muito pequenos com este elemento coloca o tântalo no foco de interesse dos fabricantes de celulares e equipamentos nos quais a miniaturização é essencial.

Usando uma técnica de anodização semelhante à demonstrada no caso do nióbio, o Thoisoi2 também conseguiu obter camadas bem coloridas sobre folhas de tântalo metálico.

Vídeo com legenda em português.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ). Universidade Federal do Pampa – Licenciatura em Química.

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aquecimento de uma amostra de estanho metálico
Formação de óxido de estanho em uma chama de maçarico.

O estanho tem história! A chamada ‘Idade do Bronze’ floresceu graças ao conhecimento humano de que uma certa quantidade de estanho (~12%) adicionado ao cobre conferia boas propriedades à liga. Sendo útil na fabricação de utensílios domésticos, ferramentas, armaduras, espadas, estatuetas,…

No vídeo abaixo, o Thoisoi2 mostra a curiosa propriedade do estanho durante a mudança de fase do estanho sólido, de fase beta para alfa, no que é conhecido como praga (ou doença) do estanho – e a possível relação com os botões dos casacos dos soldados de Napoleão.

Você verá também a demonstração da reação do estanho metálico com uma mistura de ácido clorídrico e nítrico (água régia), formando tetracloreto de estanho. Além da formação de cristais de estanho em um processo de redução eletroquímica, que gera um padrão muito belo – acompanhado em uma gravação feita em macrofotografia.

Na sequência Thoisoi2 comenta sobre os problemas do uso deste elemento em componentes eletrônicos com a lenta formação natural de ‘fiapos’ de estanho puro que podem causar a falha de aparelhos eletrônicos – cuja solução pode estar na adição de outros elementos químicos na liga.

Vídeo com legenda em português!

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís R. B. Holzle ( luisbrudna@gmail.com ). Universidade Federal do Pampa – Licenciatura em Química.

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Quando um elemento químico é descoberto, ou sintetizado, ocorre todo um processo de escolha do nome; com sugestões e debates sobre a viabilidade e adequação das propostas sugeridas.

Atualmente toda esta discussão é centralizada e controlada pela ‘União Internacional de Química Pura e Aplicada’ (International Union of Pure and Applied Chemistry, IUPAC).

No século 18 o químico francês Louis Nicolas Vauquelin estudava as diferenças existentes entre os minérios berilo e esmeralda. E então percebeu que a discrepância entre as duas gemas era a presença de crômio na esmeralda – e também que ambas continham semelhanças dando pistas de algo importante.

Vauquelin anunciou suas descobertas em 15 de fevereiro de 1798 na Academia de Ciências de Paris. E por uma sugestão do editor do periódico ‘Annales de Chimie et de Physique‘ tal substância presente em ambas gemas – na verdade um óxido de berílio – poderia ter o nome de ‘glucina’ por causa do característico sabor doce. Isso em referência à palavra grega γλυκυς (glukús) que significa ‘doce’.

Após alguma relutância e pressão dos colegas, o químico Vauquelin aceitou a proposta de batismo como ‘glucina’, incluindo a abreviação ‘Gl’ para o novo elemento.

O químico alemão Martin Heinrich Klaproth foi um dos críticos ao nome por perceber que a semelhança sonora com o já conhecido aminoácido glicina. Outros cientistas também ressaltaram que sais de ítrio também tinham sabor doce. E agora Vauquelin estava sob críticas de um nome que nem fora sua ideia.

Em junho de 1808 Sir Humphry Davy veio com a proposta de uso do termo ‘glucium’, mais tarde novamente modificado para ‘glucinium’ por ser mais sonoro. Martin Klaproth novamente alegou que a melhor opção seria usar ‘beryllia’ para batizar o óxido deste novo elemento químico. Esta proposta estava sustentada no nome do mineral de origem, o berilo.

Então finalmente o martelo foi batido em setembro de 1949 pela Comissão de Nomenclatura Inorgânica na 15º conferência da IUPAC; decretando oficialmente que o nome do elemento deveria ser berílio. Com alguma relutância da literatura francesa que por alguns anos continuou usando o termo ‘glucinium’.

Fonte: Fontani, Marco, Mariagrazia Costa, and Mary Virginia Orna. The Lost Elements: The Periodic Table’s Shadow Side. OUP USA, 2015.