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Com uma ‘câmara de Wilson’ – ou cloud chamber (câmara de nuvens) – é possível visualizar o processo de formação de partículas carregadas (alfa e beta).

Essas câmaras de nuvens são montagens nas quais se mantém uma atmosfera supersaturada em vapor de água ou álcool. A presença de uma fonte radioativa que produz partículas carregadas que interagem com o ar gerando ionização, isso facilita a formação de núcleos de condensação de álcool ou água.

Dr Peter Wothers mostra o efeito introduzindo uma vareta com uma pequena quantidade do elemento radioativo amerício. O Peter comenta que o amerício é utilizado em detectores de fumaça; isso é mais comum nos EUA e no Brasil esse tipo de detector não costuma ter material radioativo.

A partícula alfa é constituída de 2 prótons e 2 nêutrons, e a diferença dela para o hélio é a ausência de dois elétrons; portanto podemos dizer que na câmara de nuvens conseguimos visualizar o “nascimento” de átomos de hélio (com carga 2+).

Vídeo com legendas em português (ative clicando no botão CC que aparecerá no vídeo).

Alguns museus de ciência possuem essas câmaras de nuvens em exposição (por exemplo, no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, em Porto Alegre).

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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O canal no YouTube Cody’s Lab [Laboratório do Cody] é conhecido por mostrar experimentos inusitados e dificilmente vistos em um tradicional laboratório de química. Desta vez o Cody mostra como é possível fazer um espelho com uma fina camada do elemento gálio sobre uma superfície de vidro.

Os espelhos tradicionais tem alumínio ou prata como metal na camada refletora, mas o Cody resolveu arriscar para ver se o metal gálio produz um resultado semelhante. Por ter um baixo ponto de fusão (29,7°C) o gálio foi liquefeito com a ajuda de um secador de cabelo e então espalhado pelo vidro com um cartão.

Confira o resultado no vídeo abaixo.
Com legendas em português. Ative usando o botão CC.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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Que tal um encontro dois dos elementos mais reativos da tabela periódica?! Uma opção é testar o que acontece quando reagimos césio com flúor. E esse foi o experimento realizado pela equipe do canal The Royal Institution (RiChannel).

Dr Peter Wothers foi até a Universidade de Leicester, na Inglaterra, com uma amostra de césio em busca do especialista em flúor, Professor Eric Hope.

A reação teve como provável produto o fluoreto de césio, e a cor violeta parece ser uma característica do césio. Veja o resultado no vídeo abaixo.

Vídeo com legendas em português. Ative clicando no botão CC.

Texto e legendas escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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Ainda vale o tradicional aviso de que atualmente os palitos de fósforo não tem mais o elemento fósforo na composição principal do material de combustão. O fósforo (alótropo vermelho) está na lixa da caixa.

O canal NileRed mostra no vídeo abaixo como extrair rapidamente uma pequena quantidade de fósforo vermelho da lixa da caixa.

O vídeo tem legendas em português. Ative a legenda usando o botão CC que aparece no vídeo.

O objetivo do NileRed é utilizar o fósforo vermelho para fazer um pouco de pentacloreto de fósforo. Não é um método muito prático porque ele conseguiu apenas 0,24 gramas de fósforo vermelho da raspagem de lixas de 8 caixas; o que significa que cada uma tem 0,03 gramas.

Texto escrito e vídeo legendado por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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cristalização do metal bismuto
Bismuto puro é famoso por formar ‘cristais’ muito bonitos. O procedimento é relativamente simples.

Para se conseguir uma boa peça de bismuto basta aquecer o bismuto até o seu ponto de fusão (271,5 °C) e deixar o material resfriar lentamente. A fina camada que se forma sobre o metal ainda líquido normalmente contém alguns contaminantes e pode ser removida antes do resfriamento.

O que pode tornar o processo um pouco mais difícil e trabalhoso é a eventual presença de alguma impureza. E as cores ficam mais belas se o cristal ainda quente é exposto ao ar permitindo que uma camada de óxidos coloridos seja formada sobre o metal.

Cabe o alerta que apesar do vídeo comentar que o bismuto não é tóxico, é interessante ter cuidado para se minimizar o contato com o material. A toxicidade não é tão alta se comparado ao chumbo, mas o bismuto ainda assim pode representar algum perigo; como por exemplo a falha renal em casos de exposição crônica.

Vídeo com legendas em português. Clique no botão CC no vídeo para ativar a exibição das legendas.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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irídio aquecido em maçarico
É difícil determinar com precisão a exata abundância dos elementos químicos na crosta terrestre. Dependendo do método usado para se calcular, das considerações tomadas e da forma como comparamos, podemos ter resultados um tanto diferentes em uma lista dos elementos mais ou menos abundantes.

Abandonado um pouco o super preciosismo podemos dizer que o metal irídio é um dos elementos com menor abundância na crosta terrestre.

O canal ‘Thoisoi2 – Chemical Experiments! está publicando uma série de vídeos sobre os elementos químicos. O primeiro que publicamos aqui, com legendas em português(!), trata do metal irídio – sua raridade e estabilidade à reações químicas. Aproveito para pedir desculpas por algum erro na precisão das legendas, pois o autor dos vídeos tem um forte sotaque russo, e as legendas foram feitas primeiro em inglês para então serem traduzidas ao português. Deixe um comentário caso encontre erros que comprometam o entendimento do assunto.

Vídeo com legendas em português. Ative a legenda usando o botão CC que aparece no vídeo.

Legenda e texto escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.