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O Antônio Alex Sousa Venancio, do curso de Licenciatura em Química no IFCE de Boa Viagem, no Ceará, fez um excelente trabalho na criação de um calendário com um elemento químico para cada mês do ano.

Clique aqui para baixar o calendário completo (em PDF – 60,2MB).cada mês um elemento químico

O material é uma lembrança ao ‘46th World Chemistry Congress‘ da IUPAC, que ocorre de 7 a 13 de julho em São Paulo. Mais informações sobre o evento no site http://www.iupac2017.org/.

Agradecemos Antônio A. S. Venancio pela autorização da publicação do material.

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béquer com prata reagindo com ácido nítrico e liberando vapores de cor marrom
A forma de fazer nitrato de prata demonstrada no canal NileRed é bastante simples; basta colocar a prata metálica em ácido nítrico concentrado.

Na reação foram utilizados 62,5 gramas de prata metálica pura com a adição de 65 mL de ácido nítrico concentrado. A proporção é de pouco mais de 1mL de ácido para cada grama do metal. Para acelerar a velocidade o meio reacional foi levemente aquecido em uma placa de aquecimento.

Durante a reação, se for utilizado ácido concentrado, uma intensa cor marrom pode aparecer por causa da formação de NO2 gasoso. E por isso o experimento deve ser realizado em um exaustor (capela) e com todo equipamento de segurança adequado. Lembre de verificar se a luva que você está usando é adequada para a manipulação de ácido nítrico.

Após a reação terminar, a solução resfriada iniciou a cristalização de nitrato de prata pela adição de um pequeno gérmen de cristalização. A secagem dos cristais foi feita expondo ao ar e em local escuro para evitar a degradação do material pela luz.

O rendimento relatado pelo NileRed foi de 98%, obtendo assim 96 gramas do produto final.

O contato do nitrato de prata com a pele causa o aparecimento de manchas escuras que são difíceis de remover. Um dos poucos métodos eficientes para a remoção deste tipo de manchas é perigoso o suficiente para não mencionarmos aqui. É melhor aguardar alguns dias até que as manchas desapareçam naturalmente.

Vídeo com legenda em português. Veja como ativar a exibição.

A reação em ácido nítrico diluído teria como resultado uma maior produção de NO(g).
3Ag(s) + 4HNO3(aq) —> 3AgNO3(l) + NO(g) + 2H2O (l)

Se for utilizado o ácido nítrico concentrado a reação produzirá mais vapores de NO2(g).
Ag(s) + 2HNO3(aq) —> AgNO3(l) + NO2(g) + H2O (l)

O que poderia ser resumido na seguinte reação:
4Ag(s) + 6HNO3(aq) —> 4AgNO3(l) + NO(g) + NO2(g) + 3H2O (l)

E parte do NO2(g) também pode gerar uma certa quantidade de N2O4(g).

O objetivo deste experimento não é ilustrar a forma mais prática de obtenção do nitrato de prata. O mais simples é simplesmente comprar de um fornecedor de produtos químicos. 😉 Portanto queremos apenas divulgar a demonstração de conceitos químicos e técnicas laboratoriais.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).
Legendas por Larissa Gomes e Luís Roberto Brudna Holzle.

Veja também
Método de obtenção de ácido nítrico fumegante

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Maxim thoisoi morde um pedaço de metal índio
O índio é um elemento metálico tão macio que pode ser arranhado com as unhas ou até mesmo mordido; o que não deve ser feito! O elemento índio pode formar óxidos que são tóxicos se ingeridos.

Outros elementos metálicos puros podem ser ainda mais macios, como por exemplo o sódio ou lítio; mas estes reagem explosivamente com a água gerando compostos alcalinos e hidrogênio. Esses sim seriam arriscados de colocar na boca! [jamais tente fazer isso]

No vídeo abaixo é possível ver a formação instantânea de uma liga dos elementos índio e gálio. A simples fricção entre os dos metais gera uma liga com baixo ponto de fusão, que fica líquida em temperatura ambiente. A temperatura de fusão da liga pode variar bastante com a composição da mistura ou pela presença de outros elementos nas amostras.

A versatilidade do uso dos compostos de índio em equipamentos eletrônicos tem o revés do elemento ser relativamente raro e com poucas reservas fáceis de minerar. As pesquisas por alternativas estão avançando, e as apostas é que isso não deve ser um fator limitante no avanço tecnológico.

Vídeo com legenda em português. Veja aqui como ativar a exibição.

Não se preocupe! O Maxim Thoisoi que aparece no vídeo mordendo um pedaço de índio metálico ainda está vivo. Apesar de ter realizado um experimento nada saudável.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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sigurd hofmann mostra equipamento
Darmstadt, na Alemanha, é uma cidade com um grande significado para a tabela periódica. Foi nesta localidade, no centro de pesquisas GSI, que pelo menos seis elementos da tabela periódica foram sintetizados – bóhrio, hássio, meitnério, darmstádtio, roentgênio e copernício.

Martyn Poliakoff, do canal Periodic Videos, fez uma visita ao centro de pesquisas e mostra como esses elementos químicos foram sintetizados.

O processo para se fazer elementos super pesados basicamente consiste em acelerar elementos mais leves para forçar uma colisão e fusão destes com um alvo no qual estão localizados os elementos mais pesados para então (com sorte) conseguir a formação de um elemento super pesado.

A instabilidade dos átomos formados é tal que o processo precisa ser meticuloso e preciso, com acelerações de átomos em uma velocidade em torno de 10% da velocidade da luz. A eventual obtenção de um átomo desejado precisa ser confirmada em um detector, que por vezes só consegue detectar o processo de decomposição.

O sistema é tão sensível que existe uma curiosa história, contada por Martyn no vídeo abaixo, de uma estação de rádio que estava interferindo com a precisão do experimento em um determinado horário.

Vídeo com legenda em português. Veja como ativar a exibição.

Perceba que o elemento darmstádtio foi batizado com esse nome em homenagem à cidade e o centro de pesquisas.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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liga metálica de cor dourado avermelhada
Por ser um metal bastante leve o berílio poderia ter uma grande variedade de aplicações, mas por ser bastante tóxico e raro esse uso fica bastante restrito.

Maxim Thoisoi demonstra como o berílio reage lentamente em uma solução concentrada de hidróxido de sódio – liberando gás hidrogênio.

Com ácido clorídrico a reação é mais intensa formando cloreto de berílio e também hidrogênio.

Um comentário interessante feito por Maxim, no vídeo abaixo, é que compostos com berílio costumam ter um sabor doce. E que não é uma boa ideia experimentar por causa da elevada toxicidade. E por esse motivo o elemento chegou a ser chamado de glucinum ou glucinium – com breve aparição nas primeiras tabelas de elementos químicos (abreviado como G ou Gl).

John Alexander Reina Newlands
Tabela de John Alexander Reina Newlands, publicada em 1865

Uma fina camada de óxido formado sobre a superfície do berílio metálico praticamente impede que ele seja ‘queimado’ sob a chama de um maçarico, além de ter um alto ponto de fusão (1287°C).

O berílio encontra aplicação em ‘janelas’ de equipamentos de raios X; por sua elevada transparência neste comprimento de onda. Em reatores nucleares é utilizado refletor e moderador de nêutrons. E o óxido de berílio tem uma excelente condutividade térmica aliada a uma baixa condutividade elétrica – tornando uma boa opção para aplicações científicas muito específicas.


Vídeo com legenda em português. Clique aqui e veja como ativar a visualização.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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cody com dois copos com metais líquidos
O normal e correto (por uma questão de padronização) é dizer que o mercúrio é o único elemento químico metálico que é líquido em temperatura ambiente (algo entre 19 e 25°C). Tendo uma temperatura de fusão de -38,8 °C.

Então é por um mero detalhe que não consideramos elemento gálio também como um metal líquido, já que a fusão dele pode ocorrer em meros 29,7 °C. Outros que chegam perto da marca de temperatura ambiente são o césio, com 28,5 °C e o elemento frâncio, com (provável) 27°C de temperatura de fusão.

Cody Don Reeder fez um desafio em um dos seus vídeos no canal Cody’s Lab colocando a mão em mercúrio líquido, que é moderadamente tóxico. Pelo perigo da demonstração muitos comentaram que ele poderia ter falsificado a demonstração apenas trocando o mercúrio por gálio líquido – que tem uma aparência bem semelhante e seria bem menos tóxico do que o mercúrio.

Então para responder a essas dúvidas o Cody fez um vídeo os dois elementos lado a lado. Mostrando que realmente tinha utilizado mercúrio em seu vídeo anterior. Comparando também as diferenças de densidade, a adesão às paredes do recipiente de vidro e encerrando com uma repetição de colocar a mão dentro dos dois elementos líquidos.

Veja o vídeo com legendas em português. Clique aqui para ver como ativar a exibição.

localização dos elementos químicos

Texto e legendas (com revisão de Larissa Gomes) escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).