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sigurd hofmann mostra equipamento
Darmstadt, na Alemanha, é uma cidade com um grande significado para a tabela periódica. Foi nesta localidade, no centro de pesquisas GSI, que pelo menos seis elementos da tabela periódica foram sintetizados – bóhrio, hássio, meitnério, darmstádtio, roentgênio e copernício.

Martyn Poliakoff, do canal Periodic Videos, fez uma visita ao centro de pesquisas e mostra como esses elementos químicos foram sintetizados.

O processo para se fazer elementos super pesados basicamente consiste em acelerar elementos mais leves para forçar uma colisão e fusão destes com um alvo no qual estão localizados os elementos mais pesados para então (com sorte) conseguir a formação de um elemento super pesado.

A instabilidade dos átomos formados é tal que o processo precisa ser meticuloso e preciso, com acelerações de átomos em uma velocidade em torno de 10% da velocidade da luz. A eventual obtenção de um átomo desejado precisa ser confirmada em um detector, que por vezes só consegue detectar o processo de decomposição.

O sistema é tão sensível que existe uma curiosa história, contada por Martyn no vídeo abaixo, de uma estação de rádio que estava interferindo com a precisão do experimento em um determinado horário.

Vídeo com legenda em português. Veja como ativar a exibição.

Perceba que o elemento darmstádtio foi batizado com esse nome em homenagem à cidade e o centro de pesquisas.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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liga metálica de cor dourado avermelhada
Por ser um metal bastante leve o berílio poderia ter uma grande variedade de aplicações, mas por ser bastante tóxico e raro esse uso fica bastante restrito.

Maxim Thoisoi demonstra como o berílio reage lentamente em uma solução concentrada de hidróxido de sódio – liberando gás hidrogênio.

Com ácido clorídrico a reação é mais intensa formando cloreto de berílio e também hidrogênio.

Um comentário interessante feito por Maxim, no vídeo abaixo, é que compostos com berílio costumam ter um sabor doce. E que não é uma boa ideia experimentar por causa da elevada toxicidade. E por esse motivo o elemento chegou a ser chamado de glucinum ou glucinium – com breve aparição nas primeiras tabelas de elementos químicos (abreviado como G ou Gl).

John Alexander Reina Newlands
Tabela de John Alexander Reina Newlands, publicada em 1865

Uma fina camada de óxido formado sobre a superfície do berílio metálico praticamente impede que ele seja ‘queimado’ sob a chama de um maçarico, além de ter um alto ponto de fusão (1287°C).

O berílio encontra aplicação em ‘janelas’ de equipamentos de raios X; por sua elevada transparência neste comprimento de onda. Em reatores nucleares é utilizado refletor e moderador de nêutrons. E o óxido de berílio tem uma excelente condutividade térmica aliada a uma baixa condutividade elétrica – tornando uma boa opção para aplicações científicas muito específicas.


Vídeo com legenda em português. Clique aqui e veja como ativar a visualização.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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cody com dois copos com metais líquidos
O normal e correto (por uma questão de padronização) é dizer que o mercúrio é o único elemento químico metálico que é líquido em temperatura ambiente (algo entre 19 e 25°C). Tendo uma temperatura de fusão de -38,8 °C.

Então é por um mero detalhe que não consideramos elemento gálio também como um metal líquido, já que a fusão dele pode ocorrer em meros 29,7 °C. Outros que chegam perto da marca de temperatura ambiente são o césio, com 28,5 °C e o elemento frâncio, com (provável) 27°C de temperatura de fusão.

Cody Don Reeder fez um desafio em um dos seus vídeos no canal Cody’s Lab colocando a mão em mercúrio líquido, que é moderadamente tóxico. Pelo perigo da demonstração muitos comentaram que ele poderia ter falsificado a demonstração apenas trocando o mercúrio por gálio líquido – que tem uma aparência bem semelhante e seria bem menos tóxico do que o mercúrio.

Então para responder a essas dúvidas o Cody fez um vídeo os dois elementos lado a lado. Mostrando que realmente tinha utilizado mercúrio em seu vídeo anterior. Comparando também as diferenças de densidade, a adesão às paredes do recipiente de vidro e encerrando com uma repetição de colocar a mão dentro dos dois elementos líquidos.

Veja o vídeo com legendas em português. Clique aqui para ver como ativar a exibição.

localização dos elementos químicos

Texto e legendas (com revisão de Larissa Gomes) escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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cientista apresenta o elemento bromo
O bromo é realmente um dos elementos favoritos do canal NileRed, em um vídeo recente ele mostrou como obter bromo líquido partindo de brometo de sódio.

No vídeo abaixo NileRed compara o bromo com os outros elementos do grupo dos halogênios na tabela periódica.

Por ser um líquido bastante volátil e agressivo o bromo pode ser armazenado com segurança em uma ampola de vidro selada – frascos normais com tampa de rosca podem resultar em um lento vazamento do elemento.

Na sequência do vídeo, para demonstrar o comportamento do líquido, o NileRed usa uma máscara para se proteger dos vapores tóxicos. Neste caso é bom ressaltar que o equipamento de proteção utilizado não foi o mais adequado pela falta de proteção nos olhos com isolamento total. A opção mais segura seria fazer uso de um exaustor (capela) durante a demonstração.

O uso do bromo puro é bastante restrito e normalmente apenas em laboratórios que desejam obter a bromação de algum composto orgânico – como as eosinas, por exemplo.

Este vídeo possui legendas em português. Veja aqui como ativar a exibição.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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brilho avermelhado do elemento neônio

Maxim Thoisoi apresenta no vídeo abaixo as propriedades do gás neônio. O elemento praticamente não reage com nenhum outro elemento da tabela periódica, por isso é considerado um gás inerte.

As famosas lâmpadas neon não contém necessariamente o elemento neônio, e podem ter outros gases ou misturas deles – para se conseguir uma luz de diferentes cores.

Ao ser submetido a uma elevada tensão elétrica o gás neônio armazenado em um tubo de vidro em baixa pressão emite luz com tonalidades vermelho alaranjadas.

Vídeo com legendas em português. Veja aqui como ativar.

Texto e legendas escritos por Prof. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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recipiente com óleo mineral e sódio metálico
O ponto de fusão do elemento sódio é em torno de 98°C e por isso o uso de óleo mineral pode ser uma boa opção para realizar uma limpeza do sódio metálico.

No vídeo abaixo o canal NileRed mostra o procedimento que usou para fazer a remoção de algumas impurezas em um punhado de sódio.

O processo é relativamente simples, com o aquecimento do metal em óleo mineral a uma temperatura em torno de 130° Celsius. A remoção de óleo sujo e adição de óleo limpo é repetida até o metal ficar com a limpeza desejada.

O sódio pode formar pequenas esferas e se o objetivo é ter um pedaço grande e único, a adição de álcool isopropílico pode forçar o material a coalescer.

Ative a exibição das legendas em português neste vídeo. Clique e veja como.

Atenção! Imagino que todos que tenham acesso ao sódio metálico já saibam… mas é bom lembrar que o elemento reage violentamente se entrar em contato com água, mesmo que em pequenas quantidades.

Texto e legendas escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).