história

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liga metálica de cor dourado avermelhada
Por ser um metal bastante leve o berílio poderia ter uma grande variedade de aplicações, mas por ser bastante tóxico e raro esse uso fica bastante restrito.

Maxim Thoisoi demonstra como o berílio reage lentamente em uma solução concentrada de hidróxido de sódio – liberando gás hidrogênio.

Com ácido clorídrico a reação é mais intensa formando cloreto de berílio e também hidrogênio.

Um comentário interessante feito por Maxim, no vídeo abaixo, é que compostos com berílio costumam ter um sabor doce. E que não é uma boa ideia experimentar por causa da elevada toxicidade. E por esse motivo o elemento chegou a ser chamado de glucinum ou glucinium – com breve aparição nas primeiras tabelas de elementos químicos (abreviado como G ou Gl).

John Alexander Reina Newlands
Tabela de John Alexander Reina Newlands, publicada em 1865

Uma fina camada de óxido formado sobre a superfície do berílio metálico praticamente impede que ele seja ‘queimado’ sob a chama de um maçarico, além de ter um alto ponto de fusão (1287°C).

O berílio encontra aplicação em ‘janelas’ de equipamentos de raios X; por sua elevada transparência neste comprimento de onda. Em reatores nucleares é utilizado refletor e moderador de nêutrons. E o óxido de berílio tem uma excelente condutividade térmica aliada a uma baixa condutividade elétrica – tornando uma boa opção para aplicações científicas muito específicas.


Vídeo com legenda em português. Clique aqui e veja como ativar a visualização.

Texto e legenda escritos por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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soldados vendados após sofrer ataque por gas cloro
O Professor Martyn Poliakoff lembrou, em 22 de abril de 2015, os 100 anos que se passaram desde o primeiro uso do gás cloro como arma química durante a Primeira Guerra Mundial.

Os alemães usaram contra as tropas francesas na localidade belga de Ypres. Nesta ocasião foram utilizadas mais de 100 toneladas de gás cloro, que chegaram até as trincheiras inimigas, causando queimaduras e severo desconforto ao entrar em contato com as mucosas; inclusive a morte por sufocamento pelo acúmulo de fluídos nos pulmões.

A principal figura por trás do uso do cloro como arma química era o químico alemão Fritz Haber; cujos feitos são extremamente ambíguos, como a sua participação no desenvolvimento do processo Haber-Bosch para a síntese da amônia – que pode ser usada tanto para se fazer fertilizantes como na síntese de explosivos.

Veja mais sobre essa história e em como infelizmente o uso de armas químicas ainda se faz presente na atualidade.

O vídeo possui legendas em português. Ative a legenda pelo botão CC que aparece na parte inferior do vídeo (YouTube).

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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O cobre era o metal preferido pelos Egípcios na fabricação de utensílios e ferramentas. O ferro, apesar de seu intenso uso atualmente, demorou a ser dominado pelos artesãos da época. Feita a curiosa exceção ao ferro coletado em meteoritos.

De acordo com artigos científicos publicados em 2013 nos periódicos Journal of Archaeological Science, e Meteoritics & Planetary Science, pesquisadores confirmam que a 5000 anos atrás, os egípcios usaram pedaços de um meteorito rico em ferro para forjar contas de um colar decorativo.

pedaços de ferro corroído
Imagem das contas originais encontradas em um sítio arqueológico em Gerzeh, Egito.

Estes antigos registros de amostras de ferro foram encontrados na cidade de Gerzeh (em antigo cemitério do Egito). O material fazia parte de um total de nove contas desse metal em um cordão decorativo. Sendo estas uma das mais antigas evidências de manipulação metalúrgica do ferro, a cerca de 3200 aC.
O estudo realizado pelo professor Thilo Rehner, especialista na área de arqueologia e metalurgia antiga, comprovou não apenas a origem do ferro, mas também a sua composição. Para determinar a sua formação foi utilizada a mais alta tecnologia de nêutrons não-invasivos e de raios-x, no qual os seus resultados mostraram que sua composição de níquel era muito alta, e a presença do elemento germânio em condições específicas, comprovaram então que o ferro era de origem de meteoritos; além de mostrar que a estrutura cristalina do metal era do padrão Widmanstätten, sendo isto normalmente visto em asteroides do Sistema Solar.

Especula-se que os egípcios acreditavam que o metal era sagrado por cair do céu e ter feito parte dos deuses, associando as peças a um símbolo de riqueza e poder

Referências:
= 5,000 years old Egyptian iron beads made from hammered meteoritic iron
Journal of Archaeological Science

Volume 40 (12) Dezembro 2013, Páginas 4785–4792
= Analysis of a prehistoric Egyptian iron bead with implications for the use and perception of meteorite iron in ancient Egypt
Meteoritics & Planetary Science

Volume 48 (6), Páginas 997–1006, Junho 2013

Texto escrito por Bruna Lauermann.

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apenas letras geradas aleatoriamente
Existe uma letra do alfabeto que não aparece em nenhuma abreviação ou nome de elemento químico da tabela periódica (atual). Qual seria esta letra?

Resposta abaixo…
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A letra que não aparece é o J.

Já foram propostos nomes (e símbolos) de elementos com a letra J. Mas por diversos motivos eles não então presentes na versão atual da tabela periódica.
São eles:
Jodium, que poderíamos talvez traduzir para o português como ´jódio´, foi um antigo nome para o iodo.
Jargonium (Jg, “Jargônio”), uma alegação de descoberta de um elemento que foi rejeitada, para o que mais tarde seria conhecido como háfnio.
Joliotium (Jo, “Joliótio”), nome proposto e rejeitado para o dúbnio.

A letra Q também poderia ser parcialmente lembrada para não estar presente nas abreviações. Esteve presente temporariamente com o elemento de número atômico 114 (Uuq, Ununquádio), recentemente batizado de fleróvio. Mas nos nomes em português o Q aparece também no berquélio e níquel.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle

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dimitri mendeleev

Em uma visita aos arquivos da Royal Society, em Londres, o Professor Martyn Poliakoff mostra um envelope que contém um cartão de apresentação enviado por Dimitri Mendeleev.

Mendeleev é considerado o principal responsável pela organização da tabela periódica em sua forma tradicional. E na época em que o cartão foi enviado, a sua importância para a química já era reconhecida.

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Veja mais sobre a história da tabela periódica em
http://www.tabelaperiodica.org/historia-da-tabela-periodica-antes-de-mendeleev/

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fleróvio e livermório
Durante a cerimônia de encerramento do Ano Internacional da Química, em 2011, foram anunciadas as sugestões oficiais para os nomes dos novos elementos de número atômico 114 e 116.

Os elementos 114 e 116 foram descobertos em pesquisas que uniram laboratório na Rússia e nos Estados Unidos. Portanto um nome é em homenagem a um russo e outro lembra a América.

A sugestão de Fleróvio (com símbolo Fl) foi devido a uma homenagem ao cientista Georgy Nikolayevich Flerov, que fundou o laboratório de pesquisas na cidade de Dubna (Rússia).

O Livermório (com símbolo Lv) tem origem na homenagem ao laboratório americano Lawrence Livermore, fundado em 1952.

Ainda não ocorreu uma aprovação oficial dos nomes, então se você não gostou do fleróvio e livermório, existe a chance da mudança.

Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC que aparecerá no vídeo.

Texto escrito por