história

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soldados vendados após sofrer ataque por gas cloro
O Professor Martyn Poliakoff lembrou, em 22 de abril de 2015, os 100 anos que se passaram desde o primeiro uso do gás cloro como arma química durante a Primeira Guerra Mundial.

Os alemães usaram contra as tropas francesas na localidade belga de Ypres. Nesta ocasião foram utilizadas mais de 100 toneladas de gás cloro, que chegaram até as trincheiras inimigas, causando queimaduras e severo desconforto ao entrar em contato com as mucosas; inclusive a morte por sufocamento pelo acúmulo de fluídos nos pulmões.

A principal figura por trás do uso do cloro como arma química era o químico alemão Fritz Haber; cujos feitos são extremamente ambíguos, como a sua participação no desenvolvimento do processo Haber-Bosch para a síntese da amônia – que pode ser usada tanto para se fazer fertilizantes como na síntese de explosivos.

Veja mais sobre essa história e em como infelizmente o uso de armas químicas ainda se faz presente na atualidade.

O vídeo possui legendas em português. Ative a legenda pelo botão CC que aparece na parte inferior do vídeo (YouTube).

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

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O cobre era o metal preferido pelos Egípcios na fabricação de utensílios e ferramentas. O ferro, apesar de seu intenso uso atualmente, demorou a ser dominado pelos artesãos da época. Feita a curiosa exceção ao ferro coletado em meteoritos.

De acordo com artigos científicos publicados em 2013 nos periódicos Journal of Archaeological Science, e Meteoritics & Planetary Science, pesquisadores confirmam que a 5000 anos atrás, os egípcios usaram pedaços de um meteorito rico em ferro para forjar contas de um colar decorativo.

pedaços de ferro corroído
Imagem das contas originais encontradas em um sítio arqueológico em Gerzeh, Egito.

Estes antigos registros de amostras de ferro foram encontrados na cidade de Gerzeh (em antigo cemitério do Egito). O material fazia parte de um total de nove contas desse metal em um cordão decorativo. Sendo estas uma das mais antigas evidências de manipulação metalúrgica do ferro, a cerca de 3200 aC.
O estudo realizado pelo professor Thilo Rehner, especialista na área de arqueologia e metalurgia antiga, comprovou não apenas a origem do ferro, mas também a sua composição. Para determinar a sua formação foi utilizada a mais alta tecnologia de nêutrons não-invasivos e de raios-x, no qual os seus resultados mostraram que sua composição de níquel era muito alta, e a presença do elemento germânio em condições específicas, comprovaram então que o ferro era de origem de meteoritos; além de mostrar que a estrutura cristalina do metal era do padrão Widmanstätten, sendo isto normalmente visto em asteroides do Sistema Solar.

Especula-se que os egípcios acreditavam que o metal era sagrado por cair do céu e ter feito parte dos deuses, associando as peças a um símbolo de riqueza e poder

Referências:
= 5,000 years old Egyptian iron beads made from hammered meteoritic iron
Journal of Archaeological Science

Volume 40 (12) Dezembro 2013, Páginas 4785–4792
= Analysis of a prehistoric Egyptian iron bead with implications for the use and perception of meteorite iron in ancient Egypt
Meteoritics & Planetary Science

Volume 48 (6), Páginas 997–1006, Junho 2013

Texto escrito por Bruna Lauermann.

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apenas letras geradas aleatoriamente
Existe uma letra do alfabeto que não aparece em nenhuma abreviação ou nome de elemento químico da tabela periódica (atual). Qual seria esta letra?

Resposta abaixo…
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A letra que não aparece é o J.

Já foram propostos nomes (e símbolos) de elementos com a letra J. Mas por diversos motivos eles não então presentes na versão atual da tabela periódica.
São eles:
Jodium, que poderíamos talvez traduzir para o português como ´jódio´, foi um antigo nome para o iodo.
Jargonium (Jg, “Jargônio”), uma alegação de descoberta de um elemento que foi rejeitada, para o que mais tarde seria conhecido como háfnio.
Joliotium (Jo, “Joliótio”), nome proposto e rejeitado para o dúbnio.

A letra Q também poderia ser parcialmente lembrada para não estar presente nas abreviações. Esteve presente temporariamente com o elemento de número atômico 114 (Uuq, Ununquádio), recentemente batizado de fleróvio. Mas nos nomes em português o Q aparece também no berquélio e níquel.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle

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dimitri mendeleev

Em uma visita aos arquivos da Royal Society, em Londres, o Professor Martyn Poliakoff mostra um envelope que contém um cartão de apresentação enviado por Dimitri Mendeleev.

Mendeleev é considerado o principal responsável pela organização da tabela periódica em sua forma tradicional. E na época em que o cartão foi enviado, a sua importância para a química já era reconhecida.

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Veja mais sobre a história da tabela periódica em
http://www.tabelaperiodica.org/historia-da-tabela-periodica-antes-de-mendeleev/

Texto escrito por

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fleróvio e livermório
Durante a cerimônia de encerramento do Ano Internacional da Química, em 2011, foram anunciadas as sugestões oficiais para os nomes dos novos elementos de número atômico 114 e 116.

Os elementos 114 e 116 foram descobertos em pesquisas que uniram laboratório na Rússia e nos Estados Unidos. Portanto um nome é em homenagem a um russo e outro lembra a América.

A sugestão de Fleróvio (com símbolo Fl) foi devido a uma homenagem ao cientista Georgy Nikolayevich Flerov, que fundou o laboratório de pesquisas na cidade de Dubna (Rússia).

O Livermório (com símbolo Lv) tem origem na homenagem ao laboratório americano Lawrence Livermore, fundado em 1952.

Ainda não ocorreu uma aprovação oficial dos nomes, então se você não gostou do fleróvio e livermório, existe a chance da mudança.

Vídeo com legendas em português. Para ativar, clique em play e depois no botão CC que aparecerá no vídeo.

Texto escrito por

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sementes com césio
Sementes para braquiterapia – contendo césio-131

Foi em 1899 que Robert B. Owens e Ernest Rutherford deram início à descoberta do elemento radônio, elemento esse de isótopo 222 Rn, com sua meia-vida de 3,823 dias e emissão de radiação alfa. De origem da desintegração do elemento rádio.

Apesar de ser um elemento altamente radioativo e a inalação ser um dos grandes riscos, por suas partículas alfa serem altamente ionizáveis, ele foi muito utilizado como fonte de radiação em canceroterapia, ou seja, pela qual o paciente passa por uma técnica chamada “Braquiterapia”. Essa técnica utiliza-se de sementes (pequenas cápsulas) contendo uma diminuta quantidade de material radioativo, que em alguns casos era de radônio. Neste procedimento pequenas agulhas de ouro cheias de gás de radônio, eram inseridas na área tecidual do paciente ficando fixa bem próxima ao tumor entre 5 a 7 dias, para que fosse administrada toda a dose de radiação, sendo esta de curta duração podendo a vir a cessar num intervalo de 30 dias.

Atualmente não é mais tão comum o uso do radônio para essas aplicações e sim outros materiais, como por exemplo, o isótopo irídio na forma de fio, semente de ouro e iodo para tratamentos com doses mais baixas e irídio em fonte única de altíssima energia para tratamentos com doses mais altas, entre outros isótopos radioativos.

Os pacientes que se beneficiam com esse tratamento vem tendo uma boa tolerância às radiações e normalmente são submetidos a um tratamento de curto prazo. Fazendo com que a braquiterapia venha ter uma papel incisivo no tratamento de tumores.

Fontes:
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_4/09-EQ10909.pdf
http://www.upf.br/seer/index.php/rfo/article/view/597/390