astronomia

Relação entre a astronomia e os elementos químicos.

0

professor segura espelho de newton
Uma visita ao acervo da Royal Society de Londres permite que o Professor Martyn Poliakoff segure uma peça de metal extremamente valioso.
Não valioso pela sua composição de algum metal caro, mas por ser o espelho original do primeiro telescópio do Isaac Newton!
Os desenhos e esquemas de construção do telescópio também sobreviveram ao longo dos anos e fazem parte desse impressionante acervo da Royal Society.

O espelho é feito com uma liga metálica chamada speculum – uma mistura de estanho e cobre. O problema é que o cobre tem uma coloração avermelhada, e um espelho não poderia ter esse tipo de interferência de cor. Então uma mistura de 2 partes de cobre com 1 parte de estanho, e uma pitadinha de arsênio permite obter uma liga chamada speculum – que resulta em um excelente espelho.

Veja mais informações no vídeo abaixo.
Vídeo com legendas em português. Veja como ativar as legendas.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

Veja também um impressionante espelho feito com berílio.

2

ilustração
As cordas da guitarra tem ferro, o sangue também tem ferro, mas de onde vem o ferro, irmão!?

Com esta introdução, o vídeo produzido por Jane Gregorio-Hetem (IAG/USP) e Annibal Hetem Jr. (UFABC), tem um projeto gráfico e ilustrações feitas pelo artista Marlon Tenório, busca explicar para as crianças e jovens alguns conceitos básicos de formação de novos elementos químicos em estrelas e supernovas (veja o que é uma supernova).

Veja também Do que é feito o Universo?

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

0

beverly e pack
O vídeo abaixo mostra um time lapse de uma aurora de cor rosada, capturada entre o anoitecer do dia 16 e amanhecer do dia 15, pelo fotógrafo Mark Ellis, no estado de Minnesota (EUA).

Auroras ocorrem em regiões do planeta próximas aos círculos polares, principalmente no hemisfério norte (aurora boreal). E são causadas pela interação da alta atmosfera com partículas provenientes de ‘vento’ solar. Este fenômeno tem predominância em regiões polares devido à participação do campo magnético da Terra no direcionamento deste ‘vento solar’.

Diferenças de composição atmosférica podem causar diferentes cores na aurora. O oxigênio pode ser responsável pela emissão de diversas cores, mas as mais características são o verde e o vermelho (com tons de marrom).

Moléculas de nitrogênio excitadas emitem luz característica vermelha, azul e violeta. A interação entre o oxigênio e nitrogênio e suas alterações proporcionais com a altitude causam a aparência típica de cores da aurora.

Mais informações em
https://www.windows2universe.org/?page=/earth/Magnetosphere/tour/tour_earth_magnetosphere_09.html (em inglês)

Via Bad Astronomy

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

0

Martyn Poliakoff em seu escritório
Todos os elementos, acima do hidrogênio, que compõem o nosso corpo foram de alguma forma gerados em estrelas, em um processo conhecido como nucleossíntese (estelar).

Os astrônomos estudam os processos de formação dos elementos em estrelas. E nestes estudos existe uma certa dificuldade na detecção de certos elementos nas estrelas, e o telúrio é um exemplo típico desta área. Esta dificuldade é em parte devido à interferência da atmosfera nas medidas do espectro eletromagnético relacionado ao telúrio.

Veja no vídeo os comentários do Professor Martyn Poliakoff sobre recentes descobertas na área.

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

0

neon
As lâmpadas de neon funcionam basicamente com um tubo de vidro com uma mistura de gases, em baixa pressão. Ao aplicar uma alta tensão elétrica em eletrodos nas extremidades da lâmpada, o gás no interior do tubo ioniza e emite uma luz característica. A cor da lâmpada pode ser alterada conforme a mistura gasosa empregada, que pode conter neônio, argônio, criptônio, etc.

Um tubo contendo somente o gás neônio brilhará com uma cor avermelhada, já o argônio terá uma cor púrpura, o oxigênio fornece uma cor azulada e uma combinação de diferentes proporções de gases e de recobrimentos nos tubos é possível obter uma bela gama de cores.

Veja no vídeo abaixo como este brilho característico de um elemento pode ajudar no entendimento da luz e da química presentes no espaço.

Com o auxílio de um espectrômetro, os astrônomos conseguem identificar a assinatura característica dos elementos químicos pela identificação de suas linhas de emissão. Ou então, pelas linhas de absorção, se a luz passou por um local em que foi absorvida de uma forma específica.

Em Marte, por exemplo, os pesquisadores usaram a espectroscopia para identificar a presença de metano. E em pesquisas com estrelas é possível obter informações sobre os elementos presentes nelas, e até sobre a temperatura na qual estão; tudo isto por meio da análise e decomposição das informações presentes na luz.

Vídeo em inglês (sem legendas em português)

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

0

nasa e os elementos
A vasta maioria dele é feito dos elementos leves hélio e hidrogênio. Todos os outros elementos na tabela periódica consistem apenas uma fração do todo.

Elementos mais pesados do que o hidrogênio é o hélio são forjados em estrelas, e durante suas mortes explosivas como supernovas. As supernovas do Tipo 1a são as forjas mais eficientes da natureza. A explosão cria uma vasta quantidade de elementos pesados, e os espalha pelo espaço.

Suzaku é um observatório de raios-x que está em orbita, e é operado pela Agência Espacial Japonesa em conjunto com a Nasa. E recentemente detectou os metais cromo e manganês no espaço intergalático. E é a maior concentração destes elementos raros no Universo. O Suzaku estava observando os raios X que brilham na região central do aglomerado de galáxias Perseus, e detectou os metais no gás intergalático tênue e quente. O gás é tão tênue que está muito próximo do vácuo, mas preenche um volume de espaço no aglomerado entorno de 1,4 milhão de anos-luz.

As supernovas forjaram os metais e os expulsaram da galáxia, mas uma única explosão estelar não foi poderosa o suficiente para fazer o trabalho. Isto necessitou um período maior do que o normal de mortes e nascimentos de estrelas. Estes starburst em uma galáxia despertou vastos fluxos de matéria chamados de superwinds (superventos). Os elementos pesados formados pelas supernovas aproveitaram os superwinds até o espaço intergalático.

Uma única supernova pode produzir cromo em uma escala de milhares de vezes a massa da Terra. Os astrônomos do Suzaku estimam que foram necessárias 3 bilhões de supernovas para forjar o tesouro que encontraram no aglomerado de Perseus.

O reservatório total de metais encontrados pelo Suzaku é ainda mais impressionante. A região central de Perseus abriga 30 milhões de vezes a massa do Sol em cromo. Em torno de 10 trilhões de vezes a massa da Terra.

A investigação do Suzaku sobre a química no Universo só está começando, mas já revelou o quão raros e preciosos são alguns recantos do Cosmos.

Veja este assunto no vídeo abaixo.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).