astronomia

Relação entre a astronomia e os elementos químicos.

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cassiopeia A via wiki
Imagem da Cassiopeia A, em cores falsas e obtida como uma composição de informação de três fontes.

O vídeo abaixo demonstra a primeira reconstituição já feita em 3D, em diversos comprimentos de onda, de um remanescente de uma supernova.
Esta magnífica visualização da Cassiopeia A (Cas A), é o resultado de uma explosão que ocorreu a aproximadamente 330 anos. A reconstituição da imagem utiliza dados na faixa do raio-X, obtidos pelo Chandra, dados em infravermelho obtidos pelo telescópio espacial Spitzer e dados ópticos obtidos por telescópios na superfície da Terra.
A demonstração começa com uma visualização artística da estrela de nêutrons detectada previamente pelo Chandra.
A região representada em verde está com uma predominância de ferro, e foi observada por raios-X. A região amarela é uma combinação de argônio e silício, interpretada em espectro infravermelho, visível e de raios-X.
A região em vermelho mostra restos mais frios vistos em infravermelho, e o azul mostra a camada de choque mais externa, primariamente detectada em raios-X.
(as informações narradas no vídeo estão transcritas acima)

O website do telescópio espacial Chandra faz um belo trabalho de divulgação das imagens. Nestas inclui uma versão de uma tabela periódica que mostra em destaque os elementos presentes na Cassiopeia A.

(clique para ver os detalhes)
Imagem pertence ao website do Chandra Utilizada apenas para fins ilustrativos e educacionais.
Elementos encontrados na Cassiopeia A (listados com os valores de abundância relativa):
Hidrogênio — 300
Hélio — 5200
Oxigênio — 2400
Carbono — 400
Neônio — 100
Ferro — 300
Nitrogênio — 200
Silício — 400
Magnésio — 300
Enxofre — 100
Argônio — 40
Cálcio — 20
Níquel — 200
Alumínio — 40
Sódio — 20

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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O vídeo inicia com um zoom de uma imagem obtida da região da galáxia NGC 4038 (Antennae), e então a imagem passa para dados obtidos pelo Observatório de Raio-X Chandra.
Após isto são ressaltadas, como em um mapeamento, as regiões com maior abundância de ferro (marcado em vermelho), magnésio (marcado em verde) e silício (em azul).
A imagem final mescla estes três mapas de abundância.

Vídeo também disponível pelo Archive.Org.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

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As imagens neste vídeo mostram uma região na Lua, que apresenta uma cratera de impacto, com 42km de diâmetro, conhecida como Aristarchus.
As cores que são vistas na sequencia foram resultado de análises realizadas na faixa de ultravioleta (do espectro) e levadas para o visível para facilitar a observação.
A colorização da imagem permite uma melhor percepção das diferenças do terreno, possibilitando a identificação da presença de ilmenita no solo.
A ilmenita é um óxido de ferro e titânio (FeTiO3), e possui particular interesse em futuras missões para a Lua, pois poderia ser uma importante fonte de ferro e titânio para a construção e de oxigênio para a manutenção da vida e sistemas que eventualmente venham a ser construidos na superfície Lunar.
Na imagem, em princípio, as regiões com coloração mais azulada indicam uma presença de ilmenita em maior concentração.

O vídeo acima é livre de direitos autorais, e está disponível aqui.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).