Imperdível

3

A tabela periódica recebe atualizações periódicas da IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) – órgão responsável pelas padronizações na química.
As mudanças que ocorrem são principalmente nos valores de massa (peso) atômico e nos nomes dos novos elementos químicos de elevado número atômico.
Então disponibilizamos aqui a tabela atualizada em várias versões de arquivo e cores.
Escolha a sua versão e clique nas imagens e links para acessar as tabelas para impressão.
.
Atualizada 28 de março de 2017 15h 20min [com pequenas alterações estéticas]
.

Tabela periódica com massa (peso) atômico simplificados [indicada para estudantes]

Preto e branco

miniatura clique para ampliar
Arquivo em PDF (tamanho A4)
Arquivo em JPG

Colorida

Tabela completa 5 algarismos sem intervalo v4 - colorida THUMB
Arquivo em PDF (tamanho A4)
Arquivo em JPG

Tabela periódica com intervalos de massa (peso) atômico [indicada para químicos e pesquisadores]

Preto e branco

clique para ampliar
Arquivo em PDF (tamanho A4)
Arquivo em JPG

Colorida

Tabela completa 5 algarismos v1 - colorida THUMB
Arquivo em PDF (tamanho A4)
Arquivo em JPG

0

mercúrio sendo derramado em nitrogênio líquido
Mercúrio e nitrogênio líquido sempre garantem efeitos curiosos. Que tal misturar os dois para ver o que acontece?
O que o Professor Martyn Poliakoff espera ver neste caso é uma espécie de explosão no momento da mistura dos dois líquidos. Segundo ele isso ocorreria pela rápida difusão do calor pelo mercúrio metálico causando uma rápida vaporização do nitrogênio líquido.
Veja se ocorre o que Martyn Poliakoff previa.
O vídeo abaixo está com legendas em português. Ative as legendas pelo YouTube.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

4

visita as reservas de ouro da inglaterra
A reação do químico e Professor Martyn ao ver uma gigantesca reserva de ouro em um cofre: “… acho que é um pouco frustrante ver estas barras, porque o ouro é um elemento interessante. Tem uma química interessante. E estão aqui paradas, sem fazer nada! É muito impressionante! Mas é um pouco triste, como um mausoléu, onde o ouro morto está parado, esperando as pessoas lembrarem dele. Poderia estar realizando reações interessantes.”

Realmente os químicos tem uma visão um pouco diferente da utilidade de toneladas de ouro! 🙂

A visita de Martyn foi aos cofres que guardam as reservas de ouro do Banco da Inglaterra. Algo em torno de 310 toneladas de ouro (ou 658 bilhões de reais), mas sem muita certeza, por tratar-se de um local cheio de segredo e segurança.

Porque um banco manteria tamanha quantidade de ouro guardado em cofres? Um dos motivos é a manutenção de parte das reservas monetárias do país na forma de estoques em ouro, outra origem é a guarda de ouro de pessoas que compraram uma certa quantidade do metal e desejam mantê-lo em local seguro.

A reserva da Inglaterra é uma fração de todo o ouro que já foi minerado no mundo. Estima-se que se todo ouro fosse reunido em um único local, formaria um bloco de apenas 20 metros de aresta (ou algo próximo disto).

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Calculo que meu peso em ouro vale atualmente em torno de 8,28 milhões de reais. (usando a cotação do dia, que está em 101 reais por grama do metal)

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

7

Creative commons

Porque alguém iria querer lavar os olhos com mercúrio? O protagonista deste estranho acontecimento é Thomas Midgley Junior, talvez o químico mais odiado de todos os tempos, mas isto é uma outra história.

Tudo aconteceu por volta do ano de 1911, quando Midgley estava trabalhando na empresa Dayton Metal Product, e sofreu um acidente envolvendo uma válvula de um cilíndro de hidrogênio. Na ocasião o diafragma de segurança do cilindro rompeu explosivamente lançando farpas de metal no rosto de Midgley, vindo muitos destes pedaços a se alojar na córnea do olho direito.

O socorro médico conseguiu remover os pedaços maiores que estavam no olho, mas pequenos fragmentos permaneciam atrapalhando a visão, pelo temor do médico que a tentativa de remoção poderia causar danos irreversíveis à visão. E a situação estava cada vez mais incômoda para Thomas, não se concretizando a crença do médico de que os fragmentos iriam se deslocar por gravidade para uma região menos importante da visão, e a irritação na região do olho se intensificava junto com o aumento do desconforto no outro olho.

Cansado de sofrer, o químico Thomas Midgley resolveu tomar uma atitude drástica. Ele sabia, mesmo sem análise, que as farpas poderiam ser de uma liga contendo bismuto, estanho e chumbo. Desta forma percebeu que poderia remover o metal do olho com a formação de uma amálgama. Mas para formar esta amálgama ele teria que utilizar o mercúrio metálico em seu olho.

A missão iniciou com uma purificação do mercúrio pelo tratamento com ácido nítrico diluído, e posterior redestilação. Em seguida aplicando aos poucos mercúrio líquido durante duas semanas, ele conseguiu remover todas as farpas e recuperar totalmente sua visão.

Mas, e o mercúrio não é tóxico?
Sim, é tóxico. Quando na sua forma líquida e metálica, o elemento tem uma menor capacidade se infiltrar no corpo e o perigo potencial de intoxicação é um pouco menor, mas ainda existe.

A decisão de Thomas Midgley foi realmente um ato de desespero e não deve ser repetida.

FONTES:
http://blogs.nature.com/thescepticalchymist/2011/08/mercury_eyewash_anyone.html
http://dx.doi.org/10.1021/ie50117a017

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle

2

Prof. Martyn Poliakoff comenta em vídeo sobre os acidentes ocorridos nos reatores nucleares no Japão, após a ocorrência do terremoto e tsunami.

Ele responde a perguntas feitas ao grupo, sobre a necessidade do uso de boro em uma usina nuclear, o processo que ocorre em uma fissão, e sobre a importância do uso do iodo na diminuição dos riscos da contaminação por isótopos radioativos.

Martyn também lembra que o zircônio talvez seja o responsável pelo acúmulo de gás hidrogênio no sistema, aumentando ainda mais o risco de explosão. E sobre a difícil decisão em usar água do mar para resfriar o núcleo do reator, acarretando ainda mais danos para toda estrutura.

Vídeo com legendas em português. Para ver as legendas, clique no play (tocar) e depois no botão CC, e escolha a legenda em português.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.

2


Bomba de combustível no Museu do Automóvel, em Gramado – Rio Grande do Sul. (Imagem de arquivo pessoal – Licença Creative Commons)
´Somente para uso em motores a combustível – Contém chumbo (tetraetil)´

“Há dois resultados possíveis: se o resultado confirma a hipótese, então você fez uma medição. Se o resultado for contrário à hipótese, então você fez uma descoberta.” Enrico Fermi

Na década de 50, o geoquímicos Clair Patterson trabalhava em pesquisas de datação de rochas, que por meio da investigação da proporção de isótopos de chumbo provenientes do decaimento radioativo do urânio, poderia descobrir a idade do material.

Precisão era uma necessidade no trabalho de Patterson, as medidas deveriam ser feitas de maneira cuidadosa e em equipamentos cada vez mais sensíveis.

Patterson julgava que a tarefa de determinar a proporção isotópica poderia ser relativamente simples. Estava enganado. As medidas sensíveis do equipamento resultavam em concentrações muito mais altas de chumbo do quer o esperado. Os experimentos eram repetidos, imaginando existir algum erro nos procedimentos. Mas os resultados eram os mesmos. O que poderia estar errado?

A única resposta poderia ser: contaminação! Algo no ambiente estava invadindo as amostra e causando os resultados estranhos. Mas o que era?

Patterson percebeu que o chumbo estava em tudo ao seu redor, desde os reagentes usados para dissolver as amostras, nas vidrarias e até na poeira no laboratório. As quantidades de contaminação eram baixas, mas o suficiente para atrapalhar na precisão dos resultados.

O próprio pesquisador precisou desenvolver demoradas metodologias para eliminar todo aquele problema. O que antes pensava ser fácil, mostrou ser algo que consumiria anos de trabalho.

Toda dedicação de Patterson com os níveis de chumbo o fez perceber que era devido à atividade humana, especificamente pelas industriais, por notar que os maiores níveis do metal ocorriam em amostras das últimas centenas de anos. E ainda, que as taxas de chumbo haviam subido dramaticamente nas últimas décadas.

O principal culpado, era um aditivo utilizado para aumentar a octanagem na gasolina, o tetraetil chumbo, em uso desde 1923. Cada um dos canos de descarga espalhava lentamente chumbo por toda a atmosfera terrestre.

Uma ironia nesta descoberta é que o trabalho de Patterson com amostras de sedimento marinho em grande profundidade, fundamentou a percepção da presença constante de chumbo proveniente da poluição. Amostras estas de interesse da indústria petrolífera, que pretendia entender a dinâmica dos sedimentos marinhos e aprimorar a extração do petróleo. A preocupação com a repercução da descoberta fez com que cortassem os recursos repassados para Patterson, e ainda que fizessem pressão para que agências de financiamento de pesquisa fizessem o mesmo.

Felizmente Patterson continuou com suas pesquisas, e foi um dos elementos responsáveis no alerta e perigo da presença constante do chumbo no meio ambiente.

Apesar de tudo, o uso do tetraetil chumbo só teve o seu banimento iniciado em 1976, nos EUA, e só recentemente em 2006 em alguns países. ( http://en.wikipedia.org/wiki/Tetraethyllead#Banning )

contém chumbo

Fonte: Nature’s Clocks: How Scientists Measure the Age of Almost Everything Doug Macdougall [livro ainda não disponível em português]

Veja mais sobre
Chumbo

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle.