Uma seleção ampla de diversos textos, vídeos e informações relacionadas com a química e a tabela. Se você quer variedade, aqui é o seu lugar!

0

nasa e os elementos
A vasta maioria dele é feito dos elementos leves hélio e hidrogênio. Todos os outros elementos na tabela periódica consistem apenas uma fração do todo.

Elementos mais pesados do que o hidrogênio é o hélio são forjados em estrelas, e durante suas mortes explosivas como supernovas. As supernovas do Tipo 1a são as forjas mais eficientes da natureza. A explosão cria uma vasta quantidade de elementos pesados, e os espalha pelo espaço.

Suzaku é um observatório de raios-x que está em orbita, e é operado pela Agência Espacial Japonesa em conjunto com a Nasa. E recentemente detectou os metais cromo e manganês no espaço intergalático. E é a maior concentração destes elementos raros no Universo. O Suzaku estava observando os raios X que brilham na região central do aglomerado de galáxias Perseus, e detectou os metais no gás intergalático tênue e quente. O gás é tão tênue que está muito próximo do vácuo, mas preenche um volume de espaço no aglomerado entorno de 1,4 milhão de anos-luz.

As supernovas forjaram os metais e os expulsaram da galáxia, mas uma única explosão estelar não foi poderosa o suficiente para fazer o trabalho. Isto necessitou um período maior do que o normal de mortes e nascimentos de estrelas. Estes starburst em uma galáxia despertou vastos fluxos de matéria chamados de superwinds (superventos). Os elementos pesados formados pelas supernovas aproveitaram os superwinds até o espaço intergalático.

Uma única supernova pode produzir cromo em uma escala de milhares de vezes a massa da Terra. Os astrônomos do Suzaku estimam que foram necessárias 3 bilhões de supernovas para forjar o tesouro que encontraram no aglomerado de Perseus.

O reservatório total de metais encontrados pelo Suzaku é ainda mais impressionante. A região central de Perseus abriga 30 milhões de vezes a massa do Sol em cromo. Em torno de 10 trilhões de vezes a massa da Terra.

A investigação do Suzaku sobre a química no Universo só está começando, mas já revelou o quão raros e preciosos são alguns recantos do Cosmos.

Veja este assunto no vídeo abaixo.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

0

para ganhador da promoção poster
A equipe do Periodic Videos iniciou um concurso no qual você pode ganhar um relógio que foi recoberto com uma fina camada de ouro, pela equipe do Periodic Videos (veja o relógio aqui). E também terá a chance de ganhar uma gravata com a tabela periódica, autografada pelo Professor Martyn Poliakoff!
Eles enviarão ao vencedor um certificado assinado por todos os membros da equipe, inclusive pelo silencioso técnico Neil.

Para concorrer aos prêmios você deve criar um pôster sobre o “Periodic Table of Videos”. A criação da arte pode ser feita de diversas formas, usando canetas, tinta, computador, recortes,… use a sua criatividade.

Contudo, o objetivo é fazer um pôster que seja semelhante a um cartaz de filme.
cartaz filmes

Eles aceitarão criações em qualquer tamanho (dentro do razoável) e o trabalho pode ser enviado por e-mail ou carta.

A escolha do vencedor será feita pela equipe do Periodic Videos.

As obras selecionadas (não somente os vencedores) serão exibidas no Flickr do grupo.

O prazo para o envio dos trabalhos é até o dia 1 de dezembro de 2010.

Após a avaliação, os vencedores serão anunciados no Twitter do grupo e no Facebook.

Seja criativo!

Os trabalhos podem ser enviados para:
periodicvideos@gmail.com

Ou pelo correio para:
Periodic Posters
c/o Mrs D Mann
Room B13a
School of Chemistry
The University of Nottingham
Nottingham
NG7 2RD
United Kingdom

Veja a página oficial deste concurso, em:
http://www.periodicvideos.com/posters/

OBS: O TabelaPeriodica.Org não realizará a seleção dos trabalhos, que devem ser enviados diretamente para o Periodic Videos.
OBS2: Deixo a sugestão de que os interessados criem o pôster em inglês, e que se optarem por uma obra em português, enviem em anexo uma explicação do que trata o texto.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

0

fina cobertura de ouro em relógio
Não é muito difícil recobrir um material com uma fina camada de ouro.
Mesmo com poucos átomos de espessura esta camada pode já apresentar o brilho e cor característicos do metal.

Neste vídeo a equipe recobre o relógio barato do Brady (cameraman) com uma camada de ouro. Para isto utilizaram uma câmara com vácuo e dois eletrodos para aquecer um pequeno pedaço de ouro até este vaporizar.

Este vídeo possui legendas em português. Se não está conseguindo ver as legendas, clique aqui e aprenda como ativar a visualização.

Professor Martyn também comenta sobre a mineração do ródio, platina e paládio.

Mais
Vídeo e informações sobre o ouro

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

0

O Google está testando e implantando uma forma mais rápida de apresentação dos resultados de busca, com as informações apresentadas a medida em que as palavras são digitadas.

Alguém resolveu utilizar a música ´The Elements´ para ilustrar a rapidez do novo sistema. Esta música cita 102 elementos da tabela periódica, e foi criada em 1959 pelo humorista Tom Lehrer.

A mesma música já foi utilizada para promover o livro de Theodore Gray.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

1

metal
Amostra de 2gramas de antimônio

Pequenos copos feitos com o metal antimônio eram populares na época de 1600, e eram utilizados como uma forma de eliminar doenças do corpo. A receita era simples, bastava deixar um pouco de vinho descansando durante a noite dentro deste copo, e então tomar uma certa quantidade do líquido no dia seguinte.

Por ser tóxico, o antimônio presente no vinho causava suor e vômitos, e acreditava-se que esta reação poderia ser uma forma de purgar as doenças. Tal efeito era talvez causado pela formação de tartarato de antimônio e potássio em uma reação do ácido tartárico presente no vinho com as paredes metálicas do recipiente.

Já a forma de um copo poderia ser uma forma de burlar as restrições ao uso de tratamentos a base de antimônio. Pois no período de 1560 a 1660, descrito como o ´Conflito do antimônio´ (Antimony war), existia uma disputa entre duas correntes da medicina, uma defendendo e outra criticando o uso de medicamentos contendo este metal. E tal conflito reunia diversos outros fatores e interesses, que iam além da constatação da eficácia ou toxicidade.

Outra forma de administrar o antimônio era por meio de pílulas metálicas, que eram engolidas com o objetivo de induzir a evacuação. E a história conta que a pílula poderia ser recuperada após a eliminação, lavada e guardada para um próximo uso. Este método podia ser repetido várias vezes e uma destas pílulas poderia ser passada de geração a geração.

Na medicina, substâncias a base de antimônio ainda encontram lugar em certos tratamentos, como por exemplo no combate à leishmaniose.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).

0

plutônio na tabela periódica
O plutônio é tão interessante em sua história, que mereceu até um livro intitulado ´Plutonium: A History of the World’s Most Dangerous Element ´ (Plutônio: A história do elemento mais perigoso do mundo) ainda não disponível em português).
Aos poucos vamos abordar algumas destas interessantes histórias envolvendo o elemento.

49

O nome do elemento, e a sua abreviação, Pu, reservam a primeira surpresa. Na época, um elemento anteriormente descoberto tinha sido o Netúnio, batizado com este nome por causa do planeta Netuno (que não possui o elemento netúnio na sua composição). Portanto nada mais lógico do que optar pela sequência e batizar este novo elemento em homenagem ao planeta Plutão (1), com o nome de Plutônio.

É fácil perceber que a abreviação mais óbvia para o elemento seria Pl. Mas contam que escolheram a abreviação Pu, após uma sugestão dada por Glenn Seaborg, que preferiu o Pu por causa da semelhança do som que uma criança faz ao sentir um cheiro ruim, ´ Pee-yoo!´. Que enfatizaria o lado ruim do elemento. Em inglês P.U. é uma abreviação estilizada para o som de nojo “pew!” ou “pee-you!” (no Brasil usamos comumente o ´Fui!´). Talvez contou pontos na aceitação da sugestão Seaborg ser um dos principais cientistas que trabalhou na equipe que sintetizou a primeira amostra do elemento.

Os pesquisadores na área criaram um clube, o UPPU – You Pee Plutonium, ou seja, ´Você urina plutônio´. Tal era o envolvimento com este periogoso elemento, que pequenos acidentes e descuidos levaram à preocupação em como monitorar o nível de intoxicação, e um dos métodos escolhidos foi a análise da urina. Na época 27 pessoas fizeram parte deste nada saudável clube UUPU. E atualmente a análise da urina continua sendo um método interessante para o monitoramento da presença de plutônio no metabolismo.

E porque a capa de um livro teria escrito o número 49? O plutônio possui o número atômico 94. Seria o número invertido? Para os curiosos deixo esta história para um futuro texto.

(1) Recentemente Plutão perdeu o status de planeta e passou a ser chamado de planeta anão. Isto por uma decisão da União Astronômica Internacional.

Vejas as informações básicas sobre o elemento.
E o falso plutônio orgânico.

Texto escrito por Prof. Dr. Luís Roberto Brudna Holzle ( luisbrudna@gmail.com ).